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MPSP denuncia quatro policiais pela morte de jovem rendido em Paraisópolis

Policiais militares são denunciados por homicídio em operação que resultou na morte de jovem rendido em Paraisópolis. Justiça cobra respostas.

Igor Oliveira de Morais Santos foi morto por dois PMs durante operação em Paraisópolis (Foto: Reprodução)
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  • Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos em Paraisópolis no dia 10 de julho.
  • Igor estava rendido e desarmado quando foi alvejado, conforme mostram imagens de câmeras corporais.
  • Os policiais Robson Noguchi de Lima e Renato Torquatto da Cruz foram acusados de homicídio doloso duplamente qualificado.
  • Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus foram denunciados por participação na abordagem que resultou na morte.
  • A Polícia Militar reconheceu falhas na operação e classificou as ações dos policiais como ilegais.

Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma operação em Paraisópolis no dia 10 de julho. As imagens de câmeras corporais mostram Igor rendido e desarmado quando foi alvejado.

Os PMs Robson Noguchi de Lima e Renato Torquatto da Cruz enfrentam acusações de homicídio doloso duplamente qualificado. Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, foram denunciados por participação na abordagem que resultou na morte do jovem. A operação visava suspeitos de tráfico de drogas.

As gravações revelam que Igor estava com as mãos levantadas quando foi atingido. Após a rendição, Torquatto disparou contra Igor, que estava agachado, e Noguchi também disparou, atingindo-o com uma espingarda. O coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, reconheceu que a operação não seguiu os padrões adequados e classificou as ações dos policiais como ilegais.

A denúncia do MPSP destaca que os policiais agiram por motivo torpe, dificultando a defesa da vítima. O caso gerou protestos na comunidade, com manifestantes incendiando veículos e apedrejando ônibus em resposta à violência policial. A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo também cobra informações sobre o uso das câmeras durante a operação.

A investigação continua, e a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada após a repercussão do caso. O MPSP busca justiça para a família de Igor, enquanto a sociedade aguarda os desdobramentos legais.

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