- A ONG Instituto Realizando o Futuro enfrenta novas polêmicas por irregularidades em contratações.
- A Plus Play Produção e Eventos recebeu R$ 734 mil por serviços vagamente descritos no projeto Mais Rio em Movimento, que oferece aulas de esportes gratuitas.
- O proprietário da Plus Play, Rodrigo Venâncio Oliveira Fonseca, é investigado por corrupção relacionada à gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella.
- As notas fiscais da Plus Play contêm descrições genéricas e confusas, levantando dúvidas sobre a transparência dos serviços prestados.
- O Instituto defende que os pagamentos refletem a complexidade das atividades, enquanto a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) fará a análise da prestação de contas.
A ONG Instituto Realizando o Futuro está novamente sob os holofotes devido a irregularidades em contratações. Recentemente, a Plus Play Produção e Eventos recebeu R$ 734 mil por serviços vagamente descritos no projeto Mais Rio em Movimento, que oferece aulas de esportes gratuitas. O financiamento é oriundo de uma emenda da bancada do Rio de Janeiro, utilizada pelo deputado Carlos Jordy (PL).
A Plus Play, cujo proprietário, Rodrigo Venâncio Oliveira Fonseca, é acusado de corrupção durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), já recebeu dois pagamentos de R$ 367 mil cada, em novembro de 2024 e janeiro de 2025. O Ministério Público investiga Fonseca por supostas propinas pagas a funcionários da Prefeitura do Rio, no caso conhecido como “QG da Propina”, que resultou na prisão de Crivella em 2020.
Irregularidades nas Notas Fiscais
As notas fiscais emitidas pela Plus Play apresentam descrições genéricas e confusas. Por exemplo, a proposta inicial contém um trecho sem sentido: “Fonteciagato de que de 200ml e alimentação aos beneficiários”. A primeira nota fiscal, referente a 21 eventos, não detalha quantos kits de lanche ou troféus foram incluídos no valor de R$ 17.506 por evento. Em janeiro de 2025, a empresa recebeu mais R$ 367 mil por outros 21 eventos, com uma descrição ainda mais vaga.
Antes da Plus Play, o Instituto já havia contratado a empresa JPB Comércio, que recebeu R$ 367 mil em junho de 2024, também por serviços de eventos. A JPB era registrada em nome de um peixeiro, conforme reportagens anteriores.
Respostas e Fiscalização
Em resposta às acusações, Fonseca afirmou que os valores cobrados correspondem à estrutura fornecida em cada evento, e que a descrição fiscal foi registrada de forma genérica. O Instituto Realizando o Futuro defendeu que os pagamentos estão relacionados à complexidade das atividades, que incluem montagem de equipamentos e atividades socioeducativas.
A Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), parceira do projeto, informou que a análise da prestação de contas será feita pela Comissão de Monitoramento e Avaliação, que verificará a existência de comprovantes dos custos realizados. A situação levanta preocupações sobre a transparência e a execução de projetos sociais na cidade.
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