- A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil com 267 votos a favor e 116 contra.
- O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) votou a favor por engano, mas já corrigiu seu voto.
- A proposta permite a mineração e acelera a exploração de petróleo, gerando polêmica.
- Uma emenda determina que a resposta sobre licenças ambientais para projetos estratégicos deve ser dada em até um ano.
- A aprovação reflete a crescente influência do agronegócio no Congresso, em meio a um debate polarizado sobre proteção ambiental.
A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 267 votos a favor e 116 contra, um projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, que gera polêmica, inclui a autorização para mineração e a aceleração da exploração de petróleo.
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o único membro do seu partido a votar a favor do projeto, mas alegou ter cometido um erro devido a instabilidades no sistema de votação. Sua assessoria informou que ele se confundiu ao tentar votar rapidamente após a recuperação do sistema. A correção do voto já foi formalizada e deve ser registrada oficialmente.
A aprovação do projeto representa uma vitória significativa para o agronegócio, que tem pressionado por mudanças nas regras ambientais. A proposta inclui uma emenda que determina que a resposta sobre licenças ambientais para projetos estratégicos deve ser dada em até um ano. O autor da emenda, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), argumenta que a legislação atual prejudica o desenvolvimento econômico de estados como o Amapá.
A liderança do governo se opôs à proposta, mas não conseguiu impedir sua aprovação. O resultado da votação, que ocorreu às 3h40, reflete a crescente influência do agronegócio no Congresso, em um cenário de polarização entre setores que defendem a proteção ambiental e aqueles que buscam flexibilizações nas normas.
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