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Deputado do PT admite erro ao votar a favor do licenciamento ambiental

Projeto que flexibiliza licenciamento ambiental avança na Câmara, refletindo a crescente influência do agronegócio no Congresso.

Deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) (Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil com 267 votos a favor e 116 contra.
  • O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) votou a favor por engano, mas já corrigiu seu voto.
  • A proposta permite a mineração e acelera a exploração de petróleo, gerando polêmica.
  • Uma emenda determina que a resposta sobre licenças ambientais para projetos estratégicos deve ser dada em até um ano.
  • A aprovação reflete a crescente influência do agronegócio no Congresso, em meio a um debate polarizado sobre proteção ambiental.

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, 267 votos a favor e 116 contra, um projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, que gera polêmica, inclui a autorização para mineração e a aceleração da exploração de petróleo.

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o único membro do seu partido a votar a favor do projeto, mas alegou ter cometido um erro devido a instabilidades no sistema de votação. Sua assessoria informou que ele se confundiu ao tentar votar rapidamente após a recuperação do sistema. A correção do voto já foi formalizada e deve ser registrada oficialmente.

A aprovação do projeto representa uma vitória significativa para o agronegócio, que tem pressionado por mudanças nas regras ambientais. A proposta inclui uma emenda que determina que a resposta sobre licenças ambientais para projetos estratégicos deve ser dada em até um ano. O autor da emenda, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), argumenta que a legislação atual prejudica o desenvolvimento econômico de estados como o Amapá.

A liderança do governo se opôs à proposta, mas não conseguiu impedir sua aprovação. O resultado da votação, que ocorreu às 3h40, reflete a crescente influência do agronegócio no Congresso, em um cenário de polarização entre setores que defendem a proteção ambiental e aqueles que buscam flexibilizações nas normas.

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