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Morre Ramiro Valdés, 94, um dos líderes da Revolução Cubana

Morre aos 94 Ramiro Valdés, Comandante da Revolução e fundador do G2, figura-chave da Revolução Cubana ligada a Fidel e Raúl Castro

Ramiro Valdés, um dos comandantes da Revolução Cubana, em registro de 26 de março de 2019. Foto: Yamil Lage/AFP
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  • Ramiro Valdés faleceu aos 94 anos, conforme anunciado pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, neste domingo, 21.
  • Ele era um dos poucos a ostentar o título de Comandante da Revolução e teve relação próxima com Fidel e Raúl Castro.
  • Valdés ajudou a fundar o serviço de inteligência cubano, o G2, e atuou como ministro do Interior durante parte da era pós-revolução.
  • Foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, marco inicial da Revolução Cubana, iniciada em dezembro de mil novecentos cinquenta e seis.
  • Nos últimos anos, dedicou-se a apoiar Díaz-Canel, o primeiro presidente cubano não pertencente à família Castro desde o triunfo da Revolução.

Ramiro Valdés, um dos principais nomes da Revolução Cubana, morreu aos 94 anos. O anúncio foi feito neste domingo, 21, pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. A informação foi divulgada nas redes sociais do mandatário. A morte ocorreu em Cuba, onde Valdés era figura de destaque na história política do país.

Valdés teve uma relação próxima com Fidel e Raúl Castro e foi fundador do serviço de inteligência cubano, o G2. Durante a guerrilha contra Fulgencio Batista, ele atuou como próximo de Fidel, chegando a ocupar o cargo de ministro do Interior. Junto aos demais revolucionários, integrou a geração que participou da expedição do iate Granma, em 1956, marco do processo revolucionário.

Trajetória

Ao longo dos anos, Valdés manteve a imagem de militar sempre presente em público, vestindo o uniforme, e dedicou-se, nos últimos anos, a apoiar o atual governo liderado por Díaz-Canel. A relação com a nova geração de liderança cubana reforçou a transição após o fim da era dos Castro.

Especialistas destacam que, enquanto ministro do Interior, Valdés enfrentou momentos decisivos do regime na primeira fase pós-1959, lidando com conflitos internos e com grupos rebeldes. Ocargo conferiu-lhe papel central na organização de segurança do Estado, segundo análises de especialistas.

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