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Irã pede que EUA meçam palavras após ameaça de Trump

Irã pede que EUA “meçam as palavras” após ameaça de Trump, em meio a negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio na Suíça

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao lado do premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif; do premiê do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim al-Thani; e do chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, Marechal de Campo Asim Munir. Foto: URS Flueeler/Pool/AFP
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  • O Irã pediu aos EUA que “meçam as palavras” após Trump ameaça impedir aliados no Líbano de causar problemas, no contexto de negociações em andamento na Suíça para encerrar a guerra no Oriente Médio.
  • A primeira cláusula do memorando entre EUA e Irã prevê que os dois lados se abstenham de ameaças ou do uso da força.
  • As negociações, iniciadas em um hotel nos Alpes suíços com mediadores do Catar e do Paquistão, contam com a presença de delegações lideradas pelo vice‑presidente americano e pelo presidente do Parlamento iraniano.
  • O Líbano vive confrontos entre Israel e o Hezbollah; o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e depois sinalizou que a reabertura é um ponto-chave do acordo.
  • O balanço divulgado aponta milhares de mortos no Líbano desde março e diversos militares mortos em ações militares; autoridades israelenses mantêm operando no Líbano, enquanto o Irã e os EUA buscam consolidar o cessar‑fogo.

O Irã pediu aos Estados Unidos que meçam suas palavras após a ameaça de Donald Trump de retomar ataques caso Teerã interfira com aliados no Líbano. O episódio ocorre enquanto avançam negociações em função de um memorando de entendimento para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Trump havia pedido que Teerã impedisse que seus aliados no Líbano causassem problemas, e sinalizou retomada de ataques contra o Irã. A tensão se intensifica em meio às conversas mediadas no exterior.

As negociações começaram em um hotel nos Alpes suíços, com participação de mediadores do Catar e do Paquistão. Representantes dos Estados Unidos são chefiados pelo vice-presidente JD Vance; a parte iraniana tem Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento.

Progresso e estágios

Os negociadores esperam um acordo final em até 60 dias, com possível prorrogação. O objetivo é cessar hostilidades e encerrar a guerra no Oriente Médio, que já deixou milhares de mortos e impacta a economia global.

O vice-presidente americano descreveu o encontro como histórico e disse que há esperança de melhorar as relações com o povo iraniano. O Irã, por sua vez, sinalizou disposição para garantias de não proliferação de armas, mas manteve posição sobre enriquecimento de urânio.

Contexto regional

A reunião ocorre em meio a confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Em resposta, o Irã anunciou fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o fluxo de petróleo.

O Irã afirmou que o acordo só será possível com cessar das hostilidades no Líbano. Em retaliação, as autoridades iranianas destacaram que o canal de trânsito no estreito é estratégico para o abastecimento mundial.

Perspectivas e balanços

O Ministério da Saúde do Líbano apontou dezenas de mortes em operações recentes, enquanto o Exército israelense informou baixas entre seus militares. O fechamento esperado do estreito permanece em pauta como elemento-chave do protocolo.

O Pentágono manteve posição de vigilância, com o fluxo de navios mercantes pelo estreito ocorrendo com segurança, segundo dados do comando americano. As conversas devem prosseguir nos próximos dias para consolidar o acordo.

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