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Trump coloca Guerra Rússia-Ucrânia como prioridade menor

Trump sinaliza prioridade ao Irã e distância da guerra Rússia-Ucrânia, aumentando tensões com aliados do G-7 e avanços no acordo de comércio EUA-UE

U.S. President Donald Trump sits at a table during a working lunch at the G-7 summit.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra Rússia-Ucrânia não é prioridade e que os EUA estão a milhares de quilômetros de distância, vendendo armas a Kyiv.
  • Trump destacou foco no Irã, mas afirmou que Putin e Zelensky devem buscar paz e mencionou reunião futura com Zelensky.
  • Zelensky pediu aos líderes do G-7 mais apoio militar e diplomático para combater a ofensiva russa.
  • o Parlamento Europeu aprovou o acordo de comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos, com suspensão de tarifas em diversos produtos.
  • O Banco do Japão elevou a taxa básica para 1,0%, atingindo o maior nível em 31 anos, em meio a preocupações com inflação e custos de energia.

Trump coloca guerra Rússia-Ucrânia em segundo plano durante cúpula do G7. O presidente dos EUA sinalizou que o conflito não é prioridade, ao mesmo tempo em que destaca a diplomacia com o Irã e o cenário internacional. A declaração ocorreu durante a cúpula de líderes do G7, em meio a discussões sobre apoio a Kyiv e sanções a Moscou.

Zelensky pediu reforço militar e diplomático aos presentes, mas Washington adota tom mais contido. Em entrevista, Trump afirmou que os efeitos para os EUA são limitados, afirmando que o país está a milhares de quilômetros de distância e que vende armas a Ukraine. Em seguida, mencionou que Putin deve buscar negociações com Kyiv.

Apesar disso, Trump revelou encontro com Zelensky para tratar do tema, após carta aberta do presidente ucraniano. Também indicou que novas sanções contra o petróleo russo podem ser reimpostas em breve, com a reabertura do Estreito de Hormuz afetando o panorama energético.

Avanços no acordo UE-EUA

A União Europeia aprovou a implementação do acordo de comércio com os Estados Unidos. Parlamentares:

  • aprovou a medida por 440 votos a favor, 151 contra e 50 abstenções;
  • acurtou a remoção de tarifas sobre muitos produtos industriais dos EUA e parte da agricultura europeia.

O acordo prevê teto de tarifas de 15% para a maioria dos bens da UE até o fim de 2026, com possibilidade de extensão. O feito evita nova rodada de atritos antes do prazo traçado pelo governo americano. A Comissão Europeia informou que pode suspender as concessões caso tarifas excedentes persistam.

Custo da inflação e rumo da política monetária

O Banco do Japão elevou a taxa básica de juros, de 0,75% para 1%, atingindo o nível mais alto em 31 anos. O objetivo é conter pressões de preço ligadas a custos de energia, segundo o órgão. Analistas avaliam impacto global sobre mercados e preços de energia.

Na zona do euro, o banco central também elevou a taxa de juros, em meio a pressões inflacionárias. Nos EUA, dados oficiais sobre inflação apontam aceleração no terceiro mês consecutivo, alimentando expectativas sobre a leitura de política monetária. Especialistas destacam cenário global de aperto monetário.

Segurança humanitária em Haiti

O secretário-geral da ONU, António Guterres, viajou para Haiti para expressar solidariedade às vítimas da violência de gangs. Acompanhado por autoridade local, o representante definitivo avaliou ações da ONU para apoio logístico e operacional à Força de Suppressão de Gangues. A crise já provocou milhares de mortes e deslocamentos.

Guterres reforçou a necessidade de manter a atenção internacional e apoiar a população haitiana, sem revelar detalhes de planos futuros. O envio de tropas especiais e de recursos humanitários busca reduzir a vulnerabilidade de moradores diante da instabilidade.

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