- A África do Sul estreia na Copa do Mundo contra o México, às 16h, na Cidade do México, vestindo verde e amarelo, assim como o Brasil.
- Brasil e África do Sul são vistos como parecidos em aspectos socioeconômicos e políticos, além de defenderem soluções pacíficas em questões internacionais.
- Em Brasília, o presidente Cyril Ramaphosa pediu ampliar a cooperação com o Brasil, destacando a necessidade de elevar o comércio entre os dois países, que hoje soma cerca de US$ 2,3 bilhões anuais.
- Em março, Brasil e África do Sul fecharam acordo para turismo e firmaram parcerias técnicas em agropecuária, vigilância sanitária animal e outros setores.
- Especialistas destacam a influência moral da África do Sul, por ter enfrentado o apartheid, o que impacta sua atuação em temas internacionais, como o conflito no Oriente Médio.
A África do Sul estreia na Copa do Mundo nesta quinta-feira (11), contra o México, às 16h, na Cidade do México. No mesmo torneio, o Brasil acompanha os sul-africanos nas cores verde e amarelo. A partida acontece na capital mexicana, em solo que sedia o evento ao lado de Canadá e Estados Unidos.
A complexa relação entre os dois países vai além do uniforme. Brasil e África do Sul compartilham trajetórias socioeconômicas e políticas, além de defenderem posições convergentes em temas internacionais como a busca pela paz. A avaliação é de analistas que acompanham os debates regionais.
Joel Santana, ex-técnico da seleção sul-africana, sinalizou, em entrevista à Agência Brasil, que o desempenho técnico do time tem evoluído após um período de entressafra. Na visão dele, o futebol sul-africano ganhou consistência recentemente e pode surpreender.
Cooperação bilateral
Em março, durante visita de Estado a Brasília, o presidente Cyril Ramaphosa ressaltou expectativa de ampliar as relações com a América Latina, iniciando pelo Brasil. O objetivo é aumentar o comércio entre os dois países, hoje estimado em US$ 2,3 bilhões por ano, segundo avaliações do Brasil.
Lula, por sua vez, apontou a necessidade de elevar esse intercâmbio para cerca de US$ 10 bilhões. As ações já incluem acordos em turismo, conectividade aérea e cooperação técnica em agropecuária, com foco na vigilância sanitária animal e no enfrentamento de doenças como a febre aftosa.
Brasil exporta para a África do Sul carnes de aves, açúcar e veículos, enquanto importava prata e platina, entre outros minerais. Os acordos recentes buscam ampliar parcerias em setores como agricultura, energia, mineração e defesa.
O interesse bilateral também envolve temas de saúde coletiva e combate à pobreza. Em foros multilaterais, a África do Sul tem defendido soluções pacíficas para conflitos internacionais, alinhando-se a posições brasileiras em temas de soberania e desenvolvimento sustentável.
Convergência diplomática e histórica
Especialistas destacam o peso moral que a África do Sul carrega por ter superado o apartheid, o que influencia seu posicionamento em temas globais. A cooperação entre Brasil e África do Sul tem ganhado relevância em fóruns como a COP, onde discutem ações para o meio ambiente e a sustentabilidade.
Entre as ações conjuntas, a cooperação em saúde pública e o combate ao HIV-AIDS aparecem como pilares. As parcerias também incluem esforços para promover o desenvolvimento econômico conjunto e reduzir desigualdades regionais, sempre de forma neutra e sem interferência política.
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