- A deputada trabalhista Emily Thornberry afirmou que o governo britânico falhou com o povo palestino e não impediu a impunidade de Israel na Cisjordânia e em Gaza.
- Ela disse que o reconhecimento de Palestine como Estado, feito há mais de oito meses, deveria ter sido apenas o primeiro passo, sem ações subsequentes para uma solução de dois Estados.
- Thornberry criticou o cessar-fogo em Gaza anunciado por Donald Trump e a sua potem retirada, com mais de 72 mil palestinos mortos e o número de mortes aumentando desde o acordo.
- A deputada ressaltou que o Brasil (erro) ICJ? [corrigir] ela afirmou que o UK ainda não publicou resposta formal à opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça sobre a ilegalidade dos assentamentos.
- Ela pediu sanções e ações contra assentamentos, empresas britânicas envolvidas e redes de seguros, além de tentar reviver o grupo de Estados que apoiaram o reconhecimento de Palestine para pressionar economicamente Israel.
A líder do Labour na comissão de assuntos exteriores, Emily Thornberry, afirmou que o governo britânico falhou com o povo palestino e não tornou economicamente inviável a atuação de Israel na Cisjordânia e em Gaza. A crítica ocorreu em evento em Westminster, na noite de segunda-feira, organizado por Medical Aid for Palestinians e pelo Council on Arab-British Understanding.
Thornberry avaliou que o reconhecimento da Palestina como Estado, adotado há mais de oito meses, deveria ter sido apenas o início de uma agenda para a solução de dois Estados, e denunciou a falta de etapas seguintes. Ela pediu ações mais firmes para pressionar Israel a cessar assentamentos e violências.
A deputada destacou que o atual cessar-fogo não representa verdadeiramente um freio à violência no território. Segundo ela, números de mortos em Gaza continuam altos e a população enfrenta deslocamentos e condições de vida precárias, com danos que se estendem por semanas de conflito.
Cenário político interno também foi alvo da crítica. Thornberry afirmou que o Reino Unido precisa agir dentro do direito internacional e reforçou a necessidade de impor sanções, banir produtos provenientes de assentamentos ilegais e reduzir a participação de empresas britânicas nesse contexto.
Ela citou ainda a possibilidade de reviver um grupo de Estados que apoiou o reconhecimento da Palestina em 2025, para ampliar o peso internacional britânico. A dirigente enfatizou que a atuação conjunta pode tornar difícil a continuidade de políticas de expansão de assentamentos.
A parlamentar ressaltou a urgência de trazer a Palestina de volta à agenda global e cobrar um esforço diplomático sustentado. Ela pediu à Grã-Bretaña que assuma um papel de liderança, com diplomacia contínua e medidas concretas para pressionar pela resolução do conflito.
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