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EUA sancionam Francesca Albanese, relatora da ONU para territórios palestinos

EUA reintroduzem sanções contra Francesca Albanese, relatora da ONU para territórios palestinos, após decisão de apelação manter designação na lista SDN

Francesca Albanese, en septiembre del año pasado.
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  • Os Estados Unidos reintroduziram nesta quarta-feira as sanções contra Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, mantendo-a na lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN).
  • A medida ocorre após a sanção ter sido suspensa por um juiz federal de Washington e posteriormente alvo de suspensão administrativa pela Corte de Apelações, que abriu caminho para a reimposição.
  • A lista SDN, publicada pelo Departamento do Tesouro, impede Albanese de usar as principais redes de pagamento e de realizar transações bancárias.
  • As sanções foram originalmente impostas em dois mil e vinte e cinco pela administração de Donald Trump, em resposta a iniciativas para que o Tribunal Penal Internacional investigasse autoridades israelenses e documentos estados-unidenses.
  • A decisão da Corte de Apelações ressaltou que a suspensão administrativa é meramente processual e não avalia o mérito da petição do governo para manter a sanção durante a apelação.

Francesca Albanese voltou a ser alvo de sanções dos Estados Unidos. Na quarta-feira, o governo reativou as medidas contra a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, após uma decisão judicial anterior ter suspenso as ações. A sanção foi publicada na lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do Tesouro dos EUA.

A lista SDN, com mais de 3.000 páginas, agora inclui o nome de Albanese. A medida impede o uso de principais cartões de crédito e restringe transações financeiras, configurando uma sançãoglobal contra a jurista italiana. O objetivo formal é punir críticas da relatora à ofensiva israelense na região de Gaza.

A ofensiva inicial ocorreu em julho de 2025, quando o governo Trump impôs sanções a Albanese juntamente com outras autoridades ligadas ao Tribunal Penal Internacional. A justificativa era a suposta tentativa da relatora de levar autoridades americanas e israelenses ao TPI.

Em maio de 2026, um juiz federal de Washington suspendeu as sanções após argumentar violação de direitos de liberdade de expressão, citando críticas da relatora à guerra em Gaza. Na semana passada, uma Corte de Apelações do Distrito de Columbia suspendeu essa decisão, permitindo a reaplicação das sanções.

A decisão da corte de apelações destacou que a suspensão administrativa é de natureza processual e não representa julgamento sobre o mérito da contestação. Com o novo movimento, o governo mantém a designação de Albanese até o andamento da apelação, segundo o tribunal.

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