- A empresa estadunidense de prisões privadas, MTC, administra centros de detenção de imigrantes na Austrália, operando sob a marca Secure Journeys, e recebeu penalidades do governo após doze fugas desde maio do ano passado.
- O chefe da Força de Fronteira australiana (Australian Border Force), Gavan Reynolds, não revelou o valor das multas, citando a natureza confidencial do contrato.
- A confirmação ocorreu durante audiência no Senado, que também Viu o governo confirmar várias falhas de segurança e incidentes como fugas de detentos de alto risco.
- A Guardian Australia revelou problemas adicionais, como falhas de pessoal para acompanhar atendimento médico, incidentes com incêndio e uma avaliação de risco considerada inadequada pela reguladora de segurança ocupacional.
- Em setembro de 2025, o ministro de assuntos internos convocou o presidente da empresa para uma reunião particular; a reunião terminou com o compromisso de cumprir os termos do acordo, segundo a Secretaria de Assuntos Internos.
O governo australiano multou a empresa de prisões privadas dos EUA responsável pelos centros de detenção de imigração no país após 12 fugas ocorridas desde maio do ano passado. A Organização Nacional de Fronteiras Australianas (ABF) confirmou os golpes financeiros, porém não informou o valor da pena, citando confidencialidade comercial.
A Penalidade foi aplicada após uma série de falhas de segurança, incluindo a fuga de detentos de alto risco e ferimentos a funcionários durante tentativas de resgate. A notícia foi revelada por meio de uma investigação do Guardian Australia, que também aponta falhas de logística, como falta de equipe para acompanhar consultas médicas.
O contrato de operação está sob a empresa MTC e sua afiliada Secure Journeys. A ABF informou que houve “eventos de cobrança” (multas) desde maio do ano passado, mas não divulgou o montante. O valor total do contrato é de cerca de 2,3 bilhões de dólares, assinado no início de 2025.
O que motivou a penalização
Em setembro de 2025, seis meses após a entrada da Secure Journeys no sistema onshore, o ministro da governo de imigração ordenou um encontro secreto com o presidente da empresa nos EUA para tratar do cumprimento do contrato. A secretária de assuntos internos confirmou o encontro e disse que houve um compromisso de melhorar o atendimento aos termos contratuais.
A administração federal também destacou falhas administrativas, como atraso em treinamentos, equipamentos inadequados e um sistema de avaliação de riscos que, segundo regulators, expôs funcionários a riscos de violência. Um incêndio em uma sala trancada no Centro de Detenção de Villawood, em Sydney, levou à intervenção de equipes de serviço, sem que a empresa tivesse fornecido equipamentos respiratórios básicos aos trabalhadores.
Críticos internos classificaram a gestão da Secure Journeys como de alto risco, mencionando um modelo de pessoal mínimo e relatos de caos operacional, com receio de incidentes graves no futuro. Parlamentares de oposição e organizações de defesa de refugiados pedem maior transparência sobre o uso de recursos públicos.
ABF reafirmou que detenção migratória é um ambiente complexo e que a segurança e a dignidade das pessoas sob custódia, bem como a proteção aos funcionários, continuam como prioridade. A empresa afiliada informou que investe em treinamentos e sistemas para assegurar operações seguras e está em processo de revisão das medidas de segurança.
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