- O senador Flávio Bolsonaro foi recebido no Despacho Oval por Donald Trump, 19 dias após a reunião de Trump com o presidente Lula da Silva.
- Bolsonaro publicou foto do encontro no Instagram, sem comentário adicional, e a reunião durou cerca de uma hora e 40 minutos.
- Ele disse ter pedido a Trump que classificasse as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas; não houve pedido de apoio à candidatura.
- A Casa Branca não emitiu declaração sobre o encontro, que não estava na agenda oficial.
- A reunião visa associar o projeto político da família ao trumpismo, em meio a cenário de queda de popularidade de Bolsonaro e vantagem de Lula nas pesquisas recentes.
Donald Trump recebeu nesta terça-feira no Despacho Oval o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Washington. A reunião ocorreu três semanas após encontros entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro não foi anunciado oficialmente pelos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro divulgou a foto do encontro em suas redes, com apenas dois emojis de comemoração. Segundo apuração, a audiência durou cerca de uma hora e quarenta minutos. Na saída, o senador sinalizou que pediu a Trump que classifique organizações criminosas brasileiras como terroristas.
O objetivo declarado por Flávio Bolsonaro é consolidar a candidatura à Presidência do Brasil, disputando com Lula. A agenda de Trump, que fez exames médicos no hospital militar Walter Reed, não teve confirmação oficial sobre a reunião com Bolsonaro.
Durante a passagem pela Casa Branca, Flávio Bolsonaro afirmou que também solicitou apoio a itens de cooperação bilateral, mas não revelou pedidos de apoio à sua candidatura. O encontro ocorreu em meio a critério de assessores que acompanham a visita.
A reunião acontece menos de três semanas após Trump ter recebido Lula no Despacho Oval, em encontro de trabalho com almoço incluído. A ligação entre os dois lados ganha relevância para a cena política brasileira de outubro.
Segundo fontes próximas a Bolsonaro, o contato com Trump busca reaproximar o projeto político da família com o apoio do seu bloco político de maior alavancagem internacional. A diplomacia brasileira foi citada como rota de acesso.
O encontro também ocorreu em momento de turbulência pela campanha de Bolsonaro filho, envolvendo um áudio publicado pelo Intercept Brasil que expôs uma conversa sobre financiamento de um filme biográfico do pai. O conteúdo gerou desgaste para a campanha.
Além de Flávio Bolsonaro, outros membros da família já receberam Trump no passado, alimentando a narrativa de alinhamento com o trumpismo. O Itamaraty não comentou oficialmente sobre a reunião.
A cerimônia, não anunciada na agenda oficial, ocorre em meio a incertezas sobre o ritmo de anúncio de um acordo estratégico entre EUA e Brasil. A Casa Branca não divulgou posicionamento sobre o encontro.
O cenário político brasileiro permanece marcado por disputa entre Lula e Bolsonaro. Pesquisas indicam variações de vantagem entre o presidente em exercício e o candidato a reeleição, com desdobramentos ainda incertos para outubro.
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