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Tribunal ordena prisão de ex-número dois de Zelenski por lavagem de dinheiro

Tribunal ordena prisão preventiva de Andri Yermak, ex-chefe da presidência, por lavagem de 460 milhões de grivnas em empreendimento imobiliário de luxo

Andri Yermak, exjefe de la oficina de Volodímir Zelenski, comparece ante el tribunal el pasado martes en Kiev.
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  • O Tribunal Supremo Anticorrorrupção da Ucrânia ordenou a prisão preventiva de Andri Yermak, ex‑braço direito de Volodímir Zelenski, por lavagem de 460 milhões de grivnas na construção de uma urbanização de luxo.
  • Yermak foi formalmente imputado na semana anterior e a fiança foi fixada em 140 milhões de grivnas; ele afirmou estar “não preparado para isso” diante do juiz.
  • A investigação está ligada à Operação Midas, que apura um esquema de comissões e lavagem de dinheiro envolvendo Energoatom, a empresa estatal de energia nuclear, com ao menos nove acusados.
  • Entre os investigados estão o ex‑ministro de Energia German Galushchenko e o ex‑vice‑primeiro ministro Oleksiy Chernyshov; Zelenski não comentou o escândalo.
  • Gravações obtidas pela polícia revelam o papel de Míndich, aliado de Zelenski, na suposta redistribuição de imóveis e na privatização de ativos, citando ainda a participação de Yermak na facilitação de negócios do entorno presidencial.

Andri Yermak, ex-chefe da administração do presidente ucraniano Volodímir Zelenski, teve prisão preventiva decretada pelo Tribunal Supremo Anticorrupção da Ucrânia. A acusação envolve lavagem de 460 milhões de hryvnias na construção de uma urbanização de luxo.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira. Yermak foi formalmente indiciado na última segunda-feira, com a prisão prevista após a denúncia. A defesa ainda não se manifestou publicamente.

A investigação está ligada à Operação Midas, deflagrada em novembro de 2025, que apura uma rede de comissões e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Energoatom, estatal de energia nuclear, e várias figuras públicas.

Além de Yermak, aparecem no caso ex-ministro da Energia German Galushchenko e o ex-vice-primeiro-ministro Oleksandr Chernishov. Este último já havia sido preso em junho de 2025 sob acusação de lavagem de dinheiro imobiliário com deputados do partido Servant of the People.

O envio de Yermak à prisão ocorre após declarações de assessores da presidência, que indicaram surpresa com as quedas de figuras próximas ao líder ucraniano. A fiança para a liberdade provisória foi fixada em 140 milhões de hryvnias (cerca de 2,7 milhões de euros).

As autoridades indicam que as evidências incluem dezenas de horas de gravações relacionadas a Timur Míndich, empresário ligado a Zelenski e ex-sócio na Kvartal 95, produtora que lançou o presidente à fama. Míndich está em fuga, refugiado em Israel.

Entre as gravações reveladas, há menções à suposta partilha de imóveis entre Chernishov e deputados, além de indícios de favorecimento a um investidor que teria adquirido privatizações, como a do banco estatal Sense Bank, e de uma planta petroquímica importante do país.

Notas públicas destacam ainda que o caso Dinastía envolve a construção de uma mansão na mesma urbanização, projetada para Zelenski, segundo registros indiretos citados pelas investigações. O panorama completo envolve várias esferas do poder e empresários próximos ao círculo presidencial.

Katarina Matrenova, embaixadora da União Europeia na Ucrânia, afirmou que a atuação das instituições anticorrupção acontece mesmo diante de uma invasão. Ela ressaltou que a responsabilização de antigos dirigentes não reflete retrocesso institucional, mas funcionamento do sistema.

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