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Tribunal canadense rejeita pedido de referendo de independência de Alberta

Tribunal de Alberta rejeita petição por referendo de independência, ao concluir que houve falha na consulta a First Nations, encerrando movimento separatista

A petition started by separatist activists in Alberta for a referendum on independence from Canada has been quashed by the court
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  • Justiça de Alberta anulou a petição por referendo de independência após não ter ocorrido consulta às Primeiras Nações.
  • A juíza Shaina Leonard afirmou que o governo provincial tinha obrigação de consultar antes de permitir a coleta de assinaturas.
  • Grupos de Primeiras Nações argumentaram que o referendo violaria tratados com a Coroa, que antecedem a criação de Alberta, impactando os Tratados sete e oito.
  • A decisão também rejeitou a validade de alterações legislativas que retiraram a exigência de que a pergunta fosse constitucional e o direito do chefe de eleições de encaminhar propostas à Justiça; o requerente não poderia reaplicar.
  • O líder das Primeiras Nações Athabasca Chipewyan disse que a decisão reforça a importância dos direitos de tratado e da consulta, enquanto a líder do governo de Alberta pretende recorrer.

Um juiz de Alberta derrubou a coleta de assinaturas para um referendo de independência na província, após concluir que as Nações First Nation não foram consultadas. A decisão bloqueia a tentativa de um grupo separatista de convocar um plebiscito para se separar do Canadá.

A autoridade judicial afirmou que o governo provincial tinha o dever de consultar as comunidades indígenas antes de permitir a coleta de assinaturas. Segundo o veredito, os Tratados 7 e 8 com o Império serão impactados pela secessão de Alberta.

A decisão levou em conta mudanças legais promovidas pelo governo local que retiraram a exigência de que as perguntas fossem constitucionais e ampliaram o poder do chefe de eleições para encaminhar propostas à Justiça.

O grupo separatista havia entregado caixas com mais de 300 mil assinaturas, mas o processo ganhou contornos ao surgirem dados de violação de privacidade de eleitores, o que motivou investigações.

Contexto

Líderes de Nações First Nation envolvidas no desafio destacaram a importância de consulta e de reconhecer impactos de qualquer decisão sobre tratados. Eles disseram que a decisão reforça direitos e consulta efetiva.

Reação e próximos passos

A governadora de Alberta, que sustenta ser pró-Canadá, afirmou que recorrerá da decisão, descrevendo-a como incorreta e antidemocrática. O governo permanece otimista sobre ações futuras para ouvir vozes Albertan.

O líder separatista disse que continuará buscando vias legais para levar a questão ao pleito de outubro, enquanto avaliaria estratégias para manter a iniciativa, caso haja mudanças na legislação.

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