- O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o padrão sanitário do Brasil e disse que o veto da União Europeia à carne brasileira deve se equacionar, durante o 4º Congresso da Abramilho, em Brasília.
- Ele citou acordos do Mercosul com Singapura, EFTA, Suíça, Noruega e Islândia, além da União Europeia, ressaltando que o acordo UE tem US$ 22 trilhões de mercado e salvaguardas para ambos os lados.
- Segundo Alckmin, o acordo entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e, segundo ele, a questão deve se equacionar; afirmou que o Brasil é exemplo de cuidado sanitário em proteína animal e vegetal.
- Sobre o veto à carne brasileira, a UE alegou exigências sanitárias sobre antimicrobianos; o Brasil rebateu e disse seguir padrões reconhecidos internacionalmente, recebendo a decisão com surpresa e buscando atuação diplomática para reverter antes da entrada em vigor, prevista para 3 de setembro.
- A medida afeta também frango, ovos, mel e pescados, mas a carne bovina é o item de maior valor agregado exportado pelo país; o governo destacou que já existem normas públicas que proíbem as substâncias questionadas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o padrão sanitário do Brasil e afirmou que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia deve se equacionar. A fala ocorreu nesta quarta-feira (13) durante o 4º Congresso da Abramilho, em Brasília. O objetivo é manter o marco sanitário do país para proteínas animais e vegetais.
Alckmin lembrou acordos do Mercosul com Singapura, EFTA, Suíça, Noruega e Islândia, além da União Europeia. Segundo ele, o maior acordo entre blocos globais envolve US$ 22 trilhões de mercado e é necessário superar resistências da UE em relação ao setor agropecuário. O vice-presidente disse que o acordo está bem formatado com salvaguardas.
O componente sanitário foi destacado pelo vice-presidente como exemplo de responsabilidade setorial. Ele citou que o acordo entrou em vigência provisória em 1º de maio e que o Brasil é exemplo mundial de cuidado sanitário, tanto na proteína animal quanto na vegetal, segundo suas palavras.
Carne barrada
A UE informou na terça-feira (12) a suspensão de importação de carne bovina brasileira, citando exigências sanitárias sobre antimicrobianos. Autoridades europeias alegam falta de garantias sobre o controle de substâncias usadas na criação animal. O governo brasileiro rebateu, afirmando cumprir padrões reconhecidos internacionalmente.
Em resposta, o governo diz ter recebido a decisão com surpresa e atua diplomaticamente para reverter o veto antes da entrada em vigor, prevista para 3 de setembro. A medida também afeta carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a carne bovina é o item de maior valor agregado exportado pelo país.
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