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Trump rejeita resposta do Irã a plano de paz; petróleo sobe

A rejeição de Trump à resposta iraniana eleva a incerteza e faz o petróleo subir, mantendo o Estreito de Ormuz sob pressão e o tráfego vulnerável

Para as companhias brasileiras produtoras, como Petrobras e PRIO, o aumento do preço internacional do petróleo tende a se traduzir em maior geração de caixa
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  • Trump rejeitou a resposta do Irã à proposta de paz dos EUA, dizendo que era “TOTALMENTE INACEITÁVEL” nas redes sociais.
  • O Irã pediu fim da guerra, fim do bloqueio naval, suspensão de sanções e liberação de ativos congelados, além de garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
  • A proposta iraniana também cobra compensação por danos de guerra e soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
  • Os preços do petróleo subiram mais de 3,5% com o impasse e o estreito continua praticamente fechado, limitando o tráfego.
  • Na região, três navios-tanque passaram pelo Estreito de Ormuz na semana passada com rastreadores desativados; há tensões contínuas entre EUA, Irã e aliados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou nesta segunda-feira a resposta do Irã à proposta de paz norte-americana. A fala coincidiu com alta nos preços do petróleo, em meio ao risco de continuidade do conflito que já chega a dez semanas. O Estreito de Ormuz volta a figurar como rota-chave para o comércio global de petróleo.

A resposta iraniana, anunciada no domingo pela TV estatal, exige o fim da guerra em todas as frentes e impõe condições para uma normalização regional. Teerã também pediu compensação por danos de guerra e afirmou soberania sobre o Estreito de Ormuz, além de pedir o fim do bloqueio naval e a suspensão de sanções.

Trump reagiu via Truth Social, classificando a proposta como “ TOTALMENTE INACEITÁVEL ” sem detalhar justificativas. O governo americano já propunha interromper os combates antes de abrir negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Teerã, por sua vez, descreveu a oferta como generosa e responsável. O porta-voz Esmaeil Baghaei afirmou que o Irã busca fim da guerra, suspensão de bloqueio, liberação de ativos congelados e garantias de segurança para o Estreito de Ormuz e para o Líbano.

Pelo golpe diplomático, o petróleo subiu mais de 3,5% na segunda-feira. O estreito permanece com tráfego reduzido desde o início do conflito, dificultando o fluxo de petróleo bruto e LNG que passariam pela rota.

Três navios-tanque seguiram pelo Estreito na semana passada, com rastreadores desligados para evitar ataques. Confrontos regionais continuam entre Israel e militantes apoiados pelo Irã no Líbano, mesmo com cessar-fogo parcial.

A tensão envolve ainda aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que não garantem envio de navios para abrir a via sem acordo de paz. A comunidade internacional acompanha desdobramentos próximos a reuniões entre Trump e Xi Jinping, na China, a partir desta semana.

Trump viaja a Pequim nesta semana, em meio à pressão por soluções diplomáticas e ao que se percebe como impacto econômico da crise energética global. Em Nova perspectiva, o Irã é tema provável de discussões entre os dois líderes, segundo fontes oficiais.

Netanyahu afirmou que a guerra não terminou, citando a necessidade de remover urânio enriquecido e desarmar capacidades iranianas. Em entrevista à CBS, o premiê israelense ressaltou que, embora a diplomacia seja preferível, não descarta ações caso haja resistência.

Em meio aos desdobramentos, Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado dois drones vindos do Irã, e Catar condenou um ataque a um navio de carga próximo a suas águas. O Kuwait também relatou ações de defesa aérea contra drones no espaço aéreo doméstico.

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