- A Muslim Votes Matter (MVM) denunciou à Comissão Eleitoral de Victoria uma tentativa anônima de registrar um partido com o mesmo nome, alegando que a manobra busca enganar os eleitores.
- A MVM não é um partido registrado, mas já apoiou candidatos e distribuiu santinhos no pleito federal e planeja fazer o mesmo em Victoria, em novembro.
- Um vídeo de Avi Yemini afirma que um associado não identificado planejava registrar o partido com o nome idêntico ao grupo, para direcionar votos para One Nation.
- O partido precisa de pelo menos 500 membros elegíveis, mas Yemini e a própria MVM buscam 750 signatários cada. A proposta ocorre em meio a debates sobre o sistema de votos por grupo (GVTs) em Victoria.
- Ghaith Krayem, porta-voz da MVM, disse que a tentativa de registrar o partido com nome semelhante é uma estratégia para confundir eleitores e pediu investigação sobre possível infração eleitoral e de privacidade.
Muslim Votes Matter (MVM) acionou a Victorian Electoral Commission (VEC) após tomar conhecimento de uma tentativa anônima de registrar um partido com o mesmo nome, antes das eleições estaduais. A organização afirma que a manobra pode induzir eleitores ao erro.
Segundo a denúncia, o objetivo seria registrar um partido com a identidade de MVM, para depois direcionar as preferências para o One Nation. A VEC ainda não confirmou recebimento do protocolo, citando motivos de privacidade.
A história ganhou contornos quando Avi Yemini revelou, em vídeo, que um associado não identificado planejava o registro do partido idêntico. Yemini declarou que os três grupos esperam influenciar o resultado por meio do sistema de votos de Victoria.
O registro de partidos em Victoria exige pelo menos 500 membros elegíveis, conforme a VEC. Tanto o grupo não registrado quanto MVM buscam 750 filiados para viabilidade, com intenção declarada de manter a candidatura ativo em novembro.
Ghaith Krayem, porta-voz nacional de MVM, afirmou que a tentativa de registrar com o nome idêntico é uma tática para confundir eleitores. Ele pediu regras mais rigorosas e um processo de avaliação mais robusto para evitar enganos no registro.
Krayem também indicou que MVM protocolou a queixa à VEC na quinta-feira, questionando a possibilidade de violação de leis eleitorais e de privacidade por meio do site envolvido. A declaração enfatizou a necessidade de esclarecer a coleta de informações.
A VEC não confirmou oficialmente o recebimento da queixa, mencionando questões de privacidade. A entidade informou que, até a devolução do mandado de Nepean, não processaria novas aplicações ou atualizações de partidos registrados.
Historicamente, o sistema de votos de grupo em Victoria tem permitido acordos entre partidos durante a contagem, o que gerou críticas de várias correntes. Parlamentares e grupos de oposição já defenderam a extinção desse modelo.
Repercussão e próximos passos
- O caso coloca em debate a integridade do registro de partidos.
- As autoridades devem apurar se há violação de leis eleitorais e de privacidade.
- Observa-se um ambiente de denúncias sobre tentativas de manipulação do voto na esteira de estratégias políticas.
Entre na conversa da comunidade