- O presidente Donald Trump ordenou novo ultimato a Irã: aceite um acordo para encerrar a guerra ou enfrente nova ofensiva militar dos EUA, em nível e intensidade maiores do que antes.
- A declaração veio por meio de redes sociais, em meio a relatos de avanços nas negociações entre Washington e Teerã, ainda sem consenso.
- Trump mencionou que, se Irã aceitar o que já foi acordado, a ofensiva pode terminar; caso contrário, a bombardeio começará, com maior intensidade.
- Na véspera, Washington e Teerã eram próximos de um memorando de entendimento de uma página para pôr fim ao conflito, segundo Axios; ainda sem acordo formal.
- O esforço naval para abrir o estreito de Hormuz foi temporariamente pausado por ordem de Trump, afetando o trânsito de mais de oitocentas embarcações, com impactos no preço do petróleo.
Donald Trump emitiu novo ultimato: se o Irã não aceitar um acordo para encerrar a guerra, haverá uma nova rodada de bombardeios dos EUA em nível e intensidade superiores aos anteriores. A mensagem foi publicada nesta quarta-feira em redes sociais.
A ameaça ocorre em meio a relatos de que Washington e Teerã estariam próximos de avançar em uma memória de entendimento de uma página para pôr fim ao conflito, segundo a Axios. Autoridades de Islamabad disseram que o esboço inicial poderia surgir em até 48 horas, mas mantiveram cautela.
Na véspera, Trump ordenou a pausa indefinida de uma operação naval que guiava navios comerciais pelo estreito de Hormuz, conhecido por permitir grande parte do fluxo de petróleo mundial. Centenas de navios aguardavam passagem, com cerca de 20 mil tripulantes impedidos de seguir.
A decisão de suspender o esforço naval, chamado Project Freedom, foi tomada após pedidos de mediadores de Paquistão e de outros países. O bloqueio de portos iranianos, mantido pelos EUA, continua em vigor para pressionar concessões.
Pessoas no Irã, incluindo Teerã, acompanham o desdobramento de perto. Oficial paquistanês afirmou que há avanços, mas ainda sem framework consolidado, enquanto outra fonte ressaltou incerteza e a necessidade de um cessar-fogo permanente e da abertura do estreito por 60 dias para negociações.
Analistas destacam que um garantidor externo, como a China, seria essencial para qualquer acordo. Em meio a isso, a queda no preço do petróleo ocorreu após as sinalizações de possível entendimento entre as partes.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que avalia a proposta norte-americana para encerrar o conflito e comunicará a posição a Paquistão. Já veículos próximos ao IRGC sugerem que houve tentativa de justificar uma suposta retirada dos EUA das ações no estreito.
Observadores exploram que as negociações enfrentam grandes lacunas entre as partes, o que torna improvável um cessar-fogo rápido. Até a próxima semana, Washington planeja viajar à China, o que pode influenciar o curso dos contatos.
O conflito no Oriente Médio teve início com ataques atribuídos a Israel e já afeta a economia global, com alta de preços de combustível. As autoridades dos EUA dizem que o cessar-fogo está em curso, apesar de não ter sido plenamente alcançado.
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