- EUA e Irã estariam próximos de assinar um memorando de entendimento de uma página que declararia o fim do conflito e abriria 30 dias para negociar um acordo detalhado para reabrir o estreito de Ormuz, limitar o programa nuclear iraniano e levantar sanções.
- Fontes citam que Teerã está avaliando a proposta; a divulgação fez o preço do petróleo cair, e Washington aguarda a resposta de Teerã nas próximas 48 horas.
- Trump afirmou que, se Irã não aceitar, começariam bombardeios em nível e intensidade muito maiores; o memorando sugeriria uma moratória no enriquecimento, com expectativa de prazo entre 12 e 15 anos, conforme as negociações.
- O acordo também envolveria o levantamento de sanções e a liberação de bilhões de dólares congelados, além de permitir o trânsito livre por Ormuz.
- O memorando oferece caminho diplomático, mas muitos itens dependem de um acordo final, o que mantém o risco de novo conflito ou de limbo sem avanços definitivos, mediado pelo Paquistão.
O comércio entre Irã e Estados Unidos se aproxima de um acordo para encerrar o conflito. Há a ideia de um memorando de entendimentos de uma página que abriria 30 dias de negociações para um acordo detalhado, incluindo a reabertura do estreito de Ormuz.
Segundo Axios, com duas fontes do governo americano, Teerã avaliava a proposta e poderia repassar seus pontos a mediadores paquistaneses. A revelação derrubou o preço do petróleo e manteve o cenário de desescalada.
Donald Trump voltou a falar em redes sociais sobre avanços, mas avisou que, se Irã não aceitar, o bombardeio pode retornar com maior intensidade. O tom oscilou entre otimismo e ameaça.
Propostas buscadas
Washington exige moratória nuclear de 20 anos; Irã propõe cinco, mas admite flexibilizar. Os prazos finais podem ficar entre 12 e 15 anos, segundo as fontes. O acordo também incluiria o levantamento de sanções e a liberação de fundos congelados.
O acordo pretendido prevê, ainda, o fim de restrições ao trânsito por Ormuz. A estratégia é permitir passagem de navios, incluindo iranianos, e reduzir o controle atual sobre a rota estratégica de petróleo.
Desdobramentos e fluxos de negociação
O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que analisava a proposta e comunicaria seus pontos aos mediadores paquistaneses. Parlamentares iranianos qualificaram a iniciativa como “lista de desejos” dos EUA.
A Guarda Revolucionária ressaltou que o trânsito por Ormuz será estável quando as ameaças dos EUA cessarem. A situação ocorre após tensões elevadas no estreito, com ataques aéreos e uso de drones.
Contexto e próximos passos
Caso o memorando seja assinado, as negociações ocorreriam em Islamabad ou Genebra. O texto, porém, traz apenas 14 itens, deixando diversos temas sem acordo final e elevando o risco de novo confronto. O desfecho segue incerto.
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