- Encontro entre Lula e Trump em Washington é visto como duelo de interesses entre EUA e China, segundo o professor Leonardo Trevisan.
- Quatro temas devem orientar a reunião: terras raras, plataformas digitais, tarifas econômicas e a relação com a China.
- Lula quer a conversa classificada como encontro de Estado; o almoço após a reunião indica desejo de prolongar o diálogo.
- A tentativa de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é apresentada como ferramenta de barganha dos EUA.
- A leitura de Trevisan é de que o foco real é a disputa com a China e o espaço político na América Latina, com Lula usando a relação com a China como carta de negociação.
O encontro entre Lula e Donald Trump, marcado para esta quinta-feira em Washington, tem como eixo principal a disputa de interesses entre EUA e China, segundo o professor de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, do UOL News. A reunião ocorre na capital norte-americana, em formato de conversa de Estado, para tratar de temas estratégicos para o Brasil.
Trevisan aponta quatro temas centrais: terras raras, plataformas digitais, tarifas econômicas e a relação com a China. Segundo ele, questões ligadas a Jair Bolsonaro e à guerra no Irã devem ficar em segundo plano diante da pauta envolvendo a China, que tende a ditar o ritmo das tratativas.
O especialista afirma que o Brasil busca orientar a reunião para questões de interesse nacional, apresentando-a como uma pauta de Estado. A confirmação de um almoço entre Lula e Trump após o encontro é interpretada como sinal de disposição para prolongar a conversa, sem indicar confrontos imediatos.
A leitura dada por Trevisan também envolve o uso da pressão americana para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, entendido por ele como instrumento de barganha para testar os limites de concessões do Planalto.
Na visão do analista, o objetivo real do encontro é a competição entre Estados Unidos e China e a garantia de espaço estratégico na região. Lula, por sua vez, poderia recorrer à relação com a China como carta de negociação durante o encontro.
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