- Pelo menos quatro navios foram atingidos no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, segundo a UKMTO: um porta-contêineres, dois cargueiros e um graneleiro da Tailândia.
- A região é estratégica para o comércio global, já que cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passam por ali.
- Em resposta aos ataques, os Estados Unidos e Israel bombardearam infraestruturas de petróleo no Golfo; o Irã prossegue com retaliações.
- A Agência Internacional de Energia avalia recorrer a reservas estratégicas de petróleo em caso de escassez, segundo o Wall Street Journal; o G7 deverá se reunir por videoconferência para discutir o tema.
- O preço do petróleo voltou a subir e as bolsas europeias operam em queda, com o WTI perto de sessenta e oito dólares e o Brent acima de noventa e dois dólares.
Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira 11 na área do Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio global. A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou os incidentes, que incluem um porta-contêineres e dois cargueiros atingidos por projéteis desconhecidos. Um graneleiro tailandês também foi atingido durante a passagem pelo estreito, com 20 tripulantes resgatados.
Ao longo do dia, o estreito voltou a figurar como ponto central da escalada entre Irã e forças ocidentais. A agência britânica já registrava 14 incidentes contra navios desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. As informações dão tonalidade de risco elevado para a navegação na região.
As tensões também chegaram a ações militares próximas ao Golfo. OPentágono informou a destruição de 16 navios iranianos de mina perto do Estreito de Ormuz. A Agência Internacional de Energia discutiria o uso de reservas estratégicas de petróleo, segundo o Wall Street Journal.
Contexto estratégico e impactos
O Estreito de Ormuz movimenta cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial. Investidores acompanham a volatilidade das bolsas e o preço do petróleo, que subiu após os ataques, com o Brent acima de 92 dólares o barril.
Em resposta, os governos do G7 mantêm reunião por videoconferência para tratar de reservas energéticas e segurança marítima. O ministro francês da Economia mencionou a consulta entre as lideranças para enfrentar o cenário. A situação também levou autoridades a discutirem medidas de proteção a navios comerciais.
Reações e desdobramentos regionais
Os ataques iranianos também foram reportados com explosões em Doha, no Catar, e queda de drones perto de Dubai, com feridos entre as autoridades locais. A Arábia Saudita informou que derrubou drones destinados ao campo de Shaybah e houve ataques a uma base com militares norte-americanos.
No entorno, há relatos de ataques aéreos entre Israel, Líbano e posições apoiadas pelo Irã, ampliando o risco de conflito regional. O canal de comunicação permanece ativo entre as partes, com várias nações monitorando a evolução da crise.
Entre na conversa da comunidade