- Ministérios das Relações Exteriores do Brasil, França, Espanha, Turquia e outros países assinaram um comunicado condenando medidas israelenses na Cisjordânia.
- O texto afirma que as mudanças ampliam o controle israelense sobre terras palestinas, reclassificando-as como supostas terras estatais e acelerando assentamentos.
- Entre os signatários estão Arábia Saudita, Egito, Catar, além de chefes da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica.
- A declaração sustenta que as medidas são uma violação do direito internacional e caminham para uma anexação de fato inaceitável.
- Os signatários dizem que as ações prejudicam a paz, a estabilidade e qualquer perspectiva de integração regional.
Os chanceleres de Brasil, França, Espanha, Turquia e de outros países condenaram as medidas israelenses que ampliam o controle sobre a Cisjordânia. A declaração foi publicada na noite de segunda-feira (23) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Entre os signatários estão a Arábia Saudita, o Egito, o Catar, além dos chefes da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica. A nota conjunta acompanha o anúncio de Israel de 15 de fevereiro para reforçar o domínio sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos.
A Cisjordânia é território reivindicado pelos palestinos para um futuro Estado independente; grande parte permanece sob controle militar israelense, com áreas administrativas pela Autoridade Palestin a. A declaração aponta que as medidas favorecem assentamentos e configuram violação do direito internacional, aproximando-se de uma anexação de fato.
Os ministros ressaltam que tais decisões dificultam a retomada de negociações de paz e prejudicam a estabilidade regional, além de colocar em risco qualquer perspectiva de integração na região. A nota enfatiza a necessidade de respeito ao direito internacional e ao direito dos palestinos à autodeterminação.
Repercussões internacionais
- A leitura conjunta destaca o impacto potencial nos esforços diplomáticos e na relação entre Israel e a comunidade internacional. A nota não detalha sanções ou medidas retaliatórias, mantendo o tom de protesto formal.
- Ainda não houve confirmação de novas medidas por parte dos signatários além do comunicado conjunto divulgado pelo Brasil. A situação permanece sob monitoramento diplomático.
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