- Gordon Brown pediu ao secretário de gabinete que apure se Peter Mandelson revelou informações confidenciais do governo a Jeffrey Epstein durante a crise financeira de 2009.
- O e-mail com o assunto “Business issues”, de 13 de junho de 2009, foi enviado por Nick Butler e mencionava medidas políticas e ativos vendáveis.
- Mandelson encaminhou a mensagem a Epstein e comentou que era “interessante” que tivesse chegado ao primeiro-ministro; Epstein questionou quais ativos seriam vendidos.
- Brown disse ter solicitado uma apuração mais ampla, com divulgação dos resultados, após novas informações recentes sobre Epstein.
- O caso envolve ainda desdobramentos políticos, com Keir Starmer pedindo ação sobre Mandelson e mudanças no Parlamento, além de eventos recentes ligados a Mandelson e Epstein.
Gordon Brown pediu ao secretário de gabinete que investigue a suposta divulgação de informações confidenciais por Peter Mandelson a Jeffrey Epstein. A denúncia envolve dados sensíveis do governo britânico durante a crise financeira global.
Mandelson era ministro do Desenvolvimento Empresarial no governo de Brown. A investigação mira se ele repassou um briefing econômico a Epstein, que cumpria pena por solicitação de prostituição de menor. A mensagem chegou por e-mail com o assunto “Assuntos comerciais”.
O e-mail, enviado em 13 de junho de 2009 por Nick Butler, assessor especial de Brown, descrevia medidas de política e sugeria ativos do governo à venda. Mandelson encaminhou a mensagem a Epstein, comentando que havia recebido uma nota interessante.
Epstein respondeu perguntando quais ativos poderiam ser vendidos. Uma resposta, de remetente oculto, indicou terrenos e imóveis. Brown afirmou ter solicitado que o secretário de gabinete examine a possível divulgação de informações confidenciais.
Butler disse que pode levar o caso às autoridades, reiterando que a troca ocorreu entre pessoas da equipe que trabalhavam com base na confiança. Ele afirmou que a violação de confiança é grave e pode ter visado favorecer Epstein.
Keir Starmer pediu que Mandelson seja examinado para possível suspensão ou retirada de mandato no Parlamento, conforme informações de veículos britânicos. Mandelson confirmou ter deixado o Labour no fim de semana.
O caso ganha contorno após a divulgação de arquivos dos EUA sobre Epstein. Documentos mostram que Epstein recebeu discussões internas do alto escalão do governo britânico após a crise financeira.
Brown assinou um pedido para que Chris Wormald, o secretário de gabinete, revise a troca de informações sobre venda de ativos entre Mandelson e Epstein em 2009. Segundo Brown, não havia registro anterior disponível.
Em 2009, o e-mail também foi enviado a Jeremy Heywood, então chefe de gabinete da primeira-ministra. Butler defendia que a venda de ativos de até 20 bilhões de libras poderia reduzir a dívida pública e liberar recursos para investimentos.
Documento adicional indica que Mandelson teria discutido com Epstein a taxação de bônus de banqueiros e o pacote de resgate do euro, no período anterior a anúncios oficiais. A Downing Street pediu uma revisão urgente de informações sobre as ligações de Mandelson com Epstein.
A investigação busca esclarecer a extensão das comunicações entre Mandelson e Epstein durante o período em que ocupou cargo ministerial, e as possíveis consequências políticas. O status final das apurações não foi divulgado.
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