- A União Europeia deve impor sanções a cerca de 20 iranianos e entidades sob regras de direitos humanos ainda nesta semana.
- Não está prevista a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na lista de terror, devido à oposição da França.
- As novas medidas devem incluir restrições à exportação de componentes usados na produção de drones e mísseis, alinhando a política da UE com a de relação à Rússia.
- Alguns iranianos também serão punidos por fornecer apoio à Rússia.
- A decisão depende da aprovação dos ministros de Relações Exteriores em Bruxelas; a inclusão total da IRGC não deve ocorrer sem unanimidade.
A União Europeia deve impor sanções a cerca de 20 iranianos e entidades, nesta semana, sob as regras de direitos humanos, em resposta à repressão contra protestos no Irã. A decisão deve ser aprovada pelos ministros em Bruxelas, nesta quinta-feira.
As medidas previstas incluem restrições à exportação de componentes usados na produção de drones e mísseis, alinhando as políticas da UE com as aplicadas à Rússia. Também haverá sanções a indivíduos e entidades por apoio a Moscou.
Proposta e posições
Alguns nomes da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) devem constar das sanções, mas a inclusão da IRGC inteira na lista de terrores não é provável, diante de divergências entre Estados-membros. A unanimidade é necessária para a inclusão total.
Itália tem pressionado pela inclusão da IRGC na lista de terror, sinalizando mudança de posição, enquanto a França mantém oposição, temendo prejuízos a conversações com o Irã e a libertação de cidadãos em Teerã.
O debate ganhou fôlego após os relatos de repressões mais severas às manifestações desde dezembro, que atraíram condenação internacional. A UE busca equilibrar medidas de direitos humanos com relações diplomáticas.
Fontes oficiais destacam que o objetivo é responsabilizar quem financia ou facilita ataques, sem romper completamente os laços com o Irã. As medidas devem refletir um endurecimento gradual da postura europeia.
Reportagem suplementar acompanha a reunião de ministros, com decisões ainda sujeitas a alterações conforme as discussões avançam e novas informações emergem.
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