- Janice Nix, de 67 anos, foi considerada culpada de homicídio culposo da enteada Andrea Bernard e de crueldade contra o irmão de Andrea, Desmond Bernard, em relação a fatos ocorridos entre outubro de mil novecentos setenta e cinco e junho de mil novecentos setenta e oito.
- A morte de Andrea, de cinco anos, em 1978, em Thornton Heath, sul de Londres, ocorreu após ser submetida a banho excessivamente quente; a vítima tinha cerca de cinquenta por cento do corpo queimado.
- O irmão de Andrea, Desmond Bernard, hoje com cinquenta e seis anos, mudou o relato à polícia em dois mil e vinte e dois, levando ao julgamento no tribunal da coroa de Isleworth.
- Testemunhas disseram que Nix exigia que Andrea entrasse no banho; um perito de queimaduras apontou que as feridas sugeriam que a criança foi mantida debaixo da água quente.
- Nix negou as acusações durante o julgamento e reconheceu ter dado uma versão falsa ao legista na época, alegando que não supervisionou adequadamente a banho.
Um júri de Isleworth condenou Janice Nix, 67 anos, pela manslatividade do assassinato da enteada Andrea Bernard, de cinco anos, ocorrido em 1978, em Thornton Heath, sul de Londres. O veredito aponta ainda crueldade contra o irmão da criança, Desmond Bernard.
A decisão teve origem na nova versão apresentada por Desmond, que só em 2022 levou o caso à polícia. Segundo ele, Andrea foi submetida a punição em banho de água extremamente quente, na residência da família.
Desmond afirmou aos jurados que, na época, disse que a morte ocorreu por acidente para evitar punições de Nix. O irmão relatou sofrer agressões constantes, incluindo chibatadas, queimaduras com cigarro e alimentação inadequada.
Na audiência, o tribunal ouviu que, em 6 de junho de 1978, Andrea teria desobedecido ordens para não sair de casa e ajudar na limpeza. Desmond descreveu ouvir Nix gritando para a menina entrar no banho, seguido de rumores de água muito quente e de gritos.
O perito de queimaduras explicou que a criança, exposta a água o suficiente para causar ferimentos, tentaria sair do banho imediatamente. Os promotores sustentaram que partes do corpo de Andrea ficaram submersas de forma forçada.
Nix, que na época era adolescente e mantinha relacionamento com o pai das crianças, negou as acusações durante o julgamento. Ela reconheceu ter passado uma versão falsa ao legista por erro de supervisão.
Durante o processo, Nix admitiu prejuízos na supervisão da vítima e afirmou não ter percebido que a água estivesse tão quente, descrevendo a filha como sendo encontrada em estado de sofrimento.
A promotora Aisling Hosein afirmou que, independentemente do tempo decorrido, a Justiça continuará buscando responsabilizar autores de crimes gravíssimos e assegurar as consequências legais.
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