- Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa TikTok e Snapchat dois meses após a proibição de menores de idade.
- O estudo da fabricante de controle parental Qustodio mostra queda desde antes da proibição, mas ainda assim mais de 20% utilizavam os apps.
- A proibição, vigente desde dezembro, exige bloqueio de menores ou multa de até US$ 35 milhões para plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat.
- Os dados da Qustodio são derivados de famílias australianas do final de dois mil e vinte quatro até fevereiro deste ano.
- O órgão regulador eSafety Commissioner disse estar ciente de relatos de menores que continuam ativos nas redes e acompanha falhas de verificação de idade.
Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda utiliza TikTok e Snapchat dois meses após a implementação da proibição que restringe o acesso de menores às redes sociais, segundo dados de uma fabricante de software de controle parental. A firma informou à Reuters que, embora tenha ocorrido queda no uso desde a época anterior à aplicação da norma, mais de 20% dos jovens de 13 a 15 anos continuaram a acessar os serviços.
Os dados coletados pela Qustodio mostraram que usuários cuja família não bloqueou o acesso permaneceram ativos nas plataformas restritas nos meses seguintes à proibição. O relatório foi elaborado com base em informações de famílias australianas entre o fim de 2024 e fevereiro de 2025, período em que a medida começou a vigorar.
A proibição, que também afeta Instagram, Facebook, Threads, YouTube e outras plataformas, obriga que serviços bloqueiem usuários com menos de 16 anos ou enfrentem multas que podem chegar a US$ 35 milhões. A intenção é reduzir a exposição de menores a conteúdos inadequados e a riscos online.
A eSafety Commissioner, órgão regulador, informou que está ciente de relatos sobre menores de 16 anos que continuam ativos e que está em contato com plataformas e com provedores de verificação de idade. O monitoramento sobre falhas sistêmicas que possam violar a lei continua em curso.
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