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Fani Pacheco relembra o dia em que se sentiu médica pela 1ª vez

Primeiro plantão de emergência psiquiátrica 24h marcou a atuação de Fani Pacheco, diante de seis ambulâncias do SAMU e decisões rápidas com foco humano

Fani Pacheco
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  • Fani Pacheco, ex-BBB7, atua como médica na emergência psiquiátrica 24 horas e em atendimentos clínicos em Nova Iguaçu.
  • No primeiro plantão, seis ambulâncias do SAMU chegaram simultaneamente, e ela precisou fazer anamnese e decisões rápidas mantendo a humanidade, descrevendo a situação como parecida com um filme.
  • A escolha pela psiquiatria tem raízes na experiência com a saúde mental da mãe e na busca por uma abordagem de acolhimento, psicoeducação e cuidado com a família.
  • Durante a faculdade, dificuldades financeiras a levaram a atuar na área de psiquiatria logo, pagar dívidas e planejar o título de especialista (RQE) em seis anos; já realiza atendimentos em clínica particular.
  • Ela enfatiza a prática da empatia por meio da avaliação global do paciente (ectoscopia), mantendo a essência da pessoa mesmo diante de mudanças de rótulo.

No primeiro plantão de emergência psiquiátrica 24 horas, Fani Pacheco precisou agir com rapidez diante de uma chegada simultânea de seis ambulâncias do SAMU. A médica, que atua em Nova Iguaçu, mostrou sangue-frio e empatia, mesmo diante do caos, mantendo o foco na humanidade do atendimento.

A trajetória de Fani para a medicina tem raízes profundas na vida familiar. A mãe, Adele Mara, enfrentou a esquizofrenia, o que moldou sua visão sobre psiquiatria e a maneira de tratar pacientes e famílias com acolhimento, psicoeducação e responsabilidade clínica.

Em atuação clínica e formação

Hoje Fani atende em consultório em Nova Iguaçu e trabalha na emergência psiquiátrica, além de atuação no CAPS AD e CAPS 3. O início no 24 horas ficou marcado pela pressão de decidir rapidamente entre intervenções clínicas ou psiquiátricas, sem perder a humanidade.

A escolha pela psiquiatria foi influenciada pela experiência com a saúde mental da mãe e pela vivência em enfermarias. Durante o curso de medicina, a dificuldade financeira levou-a a ingressar diretamente na prática clínica, buscando manter dívida sob controle enquanto se prepara para a especialização.

Desafios e evolução

As feridas financeiras viraram combustível para estudar e se manter ativa na área. Fani paga parte das dívidas, realiza cursos e já atende consultas particulares em Nova Iguaçu, com valor compatível ao mercado local. O objetivo é obter o título de especialista e o RQE em seis anos.

O maior aprendizado vem do contato direto com pacientes em sofrimento psíquico. Paralelamente, atua no CAPS, lidando com dependência, transtornos crônicos e a família, que muitas vezes também demanda atenção e orientação.

Visão de futuro

Fani prefere viver o presente e manter planos simples: continuar trabalhando, estudando e economizando para metas básicas, como adquirir um carro. A médica destaca que não precisa de grandes mudanças para se sentir realizada, mantendo equilíbrio entre carreira, estudo e bem-estar.

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