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Neddy Mulimo tratou bem-estar de guardas como conservação

Neddy Mulimo mostrou que bem-estar dos guardas é parte essencial da conservação; sua morte reforça a urgência de melhores condições de trabalho

Neddy Mulimo in the field. Image courtesy of Giraffe Creatives Portraits.
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  • Neddy Mulimo, guarda-parques zambiano, dedicou a vida à conservação e defendeu que o bem-estar dos rangeres é parte da proteção da fauna.
  • Em 2022 foi eleito Tusk Wildlife Ranger of the Year e recebeu o prêmio em Hampton Court Palace, Londres.
  • A carreira dele passou por Kabwe, Mumbwa e Blue Lagoon National Park, onde criou táticas de patrulha noturna e aproximação de suspeitos.
  • Em 2012 voltou a atuar para treinar rangeres após relatos de caça ilegal e ajudou a montar a Unidade Especial Anti-caça-furtiva do Game Rangers International.
  • Mulimo morreu em oito de abril de dois mil e vinte e cinco, vítima de câncer de próstata, deixando legado de foco em condições de trabalho e no cuidado com os guardas.

Neddy Mulimo dedicou grande parte da vida à proteção de animais e ao bem-estar dos guardas que trabalham na linha de frente. Ele defendia que a conservação não é apenas sobre espécies, mas também sobre condições de trabalho para os rangers.

Mulimo, natural de Lusaka, Zâmbia, começou a carreira como motorista para a Wildlife and Environmental Conservation Society, evoluiu para guia e instrutor, e chegou a ser policial ambiental em operações. Sua experiência revelou os altos riscos da função.

Em 2012, após a Lunga River ser alvo de caças, ele voltou à ação para treinar novos guardas. Também ajudou a montar a Unidade Especial Antipoaching da Game Rangers International, baseada em redes de informação e coordenação paciente.

Reconhecimento e abordagem prática

Foi premiado em 2022 como Tusk Wildlife Ranger of the Year, recebendo o troféu em Hampton Court Palace, Londres, das mãos do príncipe William. Colegas destacaram seu papel de mentor e sua defesa de condições de trabalho adequadas.

Mulimo enfatizava que o êxito na proteção da vida silvestre depende de ranger bem preparado e apoiado. Afirmava que os agentes não devem se sentir abandonados nem desvalorizados, mesmo diante de desafios extremos no campo.

Legado e falecimento

Mulimo faleceu em 8 de abril de 2025, vítima de câncer de próstata. Ao longo da carreira, manteve o foco na dignidade dos guardas e na conexão entre proteção ambiental e suporte humano no território.

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