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Último suspeito de fraude em operação de falsificação de Morrisseau é condenado

Jeff Cowan é condenado na sexta e última ação de fraude envolvendo Morrisseau, com mais de C$100 milhões em obras e 1.000 pinturas apreendidas ainda em disputa

One of the fake Norval Morrisseau works seized by the Ontario Provincial Police and the Thunder Bay Police Service as part of the Project Totton investigation Courtesy Ontario Provincial Police
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  • Jeff Cowan foi condenado na sexta e última ação de fraude envolvendo falsificações de Morrisseau, em Barrie, Ontário, respondendo por quatro infrações.
  • Ele foi considerado culpado por emitir documentos forjados e fraudar o público, além de dois clientes, sobre bens avaliados em mais de C$ 5.000.
  • O caso compõe uma rede de falsificações de Morrisseau que, ao longo de décadas, gerou obras avaliadas em mais de C$ 100 milhões.
  • A fraude é descrita por autoridades canadenses como a maior do tipo na história da arte.
  • Há uma audiência de recuperação de bens marcada para fevereiro, relacionada às 1.000 pinturas apreendidas em 2023 pela polícia de Ontário.

Jeff Cowan foi condenado na sexta-feira, no Ontario Superior Court, em Barrie, pela sexta e última denúncia de fraude ligada a falsificações de obras de Norval Morrisseau. O comerciante atuou sozinho no processo e foi considerado culpado em quatro crimes, incluindo emissão de documentos fraudulentos e fraude contra o público, além de dois clientes. A soma envolvida supera C$ 5 mil por vítimas.

A investigação aponta que o circuito de falsificações, ativo desde a morte de Morrisseau em 2007, envolve obras estimadas em mais de C$ 100 milhões. A polícia canadense classifica o esquema como a maior fraude de arte já registrada no país. As peças eram vendidas como autênticas pinturas do artista conhecido como o “Picasso do Norte”.

Ainda há desdobramentos previstos: uma audiência de recuperação de bens está marcada para fevereiro, sobre 1.000 pinturas apreendidas em 2023 pela polícia provincial, durante a operação que resultou nas prisões de oito suspeitos. A equipe de Morrisseau afirma que pretende avançar com o processo para determinar o destino das obras.

O caso reúne várias peças de uma rede que operava entre Thunder Bay e outras regiões. Em investigações anteriores, nomes como Voss, Lamont, White e Bremner aparecem como envolvidos na produção de certificados falsos ou na difusão de obras de Morrisseau sem autorização. A investigação ganhou visibilidade após o documentário There Are No Fakes, de Jamie Kastner.

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