- Brasil tem quatro vírgula nove por cento da população com dezoito anos ou mais não alfabetizados, o menor índice da série iniciada em dois mil e dezesseis, totalizando oito milhões e quatrocentas mil pessoas.
- A divulgação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Educação de dois mil e vinte e cinco (PNAD Educação), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e aponta avanço do Ministério da Educação na promoção da educação de jovens e adultos, por meio do Pacto EJA.
- O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos fez o Brasil reduzir em cerca de quinhentos e noventa e dois mil o número de não alfabetizados no último ano.
- O Censo Escolar de dois mil e vinte e cinco mostra interrupção da tendência de queda de matrículas na educação de jovens e adultos para o ensino fundamental, sinalizando desafios no fluxo de alunos.
- Desigualdades permanecem: pretos apresentam taxa de não alfabetização de sete por cento, pardos 6,3 por cento e brancos 2,8 por cento; regiões Norte e Nordeste registram índices acima da média nacional. O MEC mantém ações e programas, como CadEJA, para ampliar acesso e oferta da EJA.
O Brasil registrou pela primeira vez um índice de pessoas não alfabetizadas abaixo de 5% da população com 15 anos ou mais, conforme a PNAD Educação 2025 do IBGE. O total de analfabetos ficou em 8,4 milhões, correspondente a 4,9% da população, indicador que evidencia avanços na educação básica promovidos pelo MEC.
A principal política do Ministério da Educação para essa melhora é o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). Dados do segundo ano de atuação mostram redução de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no último ano, ritmo superior ao observado anteriormente na década.
Asecretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) destacou resultados positivos, ressaltando a necessidade de novos investimentos para reduzir desigualdades. A titular Zara Figueiredo reforçou o compromisso com a continuidade do esforço, sem deixar de reconhecer os avanços alcançados.
Os dados desagregados apontam desigualdades por raça/cor e região. Pretos e pardos apresentam taxa de analfabetismo de 7% e 6,3%, respectivamente, frente a 2,8% entre brancos. Regiões Norte e Nordeste concentram índices acima da média nacional, com diferenças também entre jovens e adultos.
Pacto EJA
O Pacto EJA, instituído em junho de 2024, visa superar o analfabetismo, ampliar vagas, integrar a EJA à educação profissional e fortalecer a oferta pública de ensino. A rede de governança envolve mais de 2 mil agentes e ações direcionadas a áreas com maior concentração de pessoas não alfabetizadas.
Entre as iniciativas, o Pé-de-Meia EJA oferece benefícios como incentivo-matrícula, frequência, conclusão e Enem para estudantes da EJA beneficiários do Bolsa Família. O Programa Brasil Alfabetizado retomou as atividades em 2024, com mais de 72 mil bolsas pagas a educadores e 134 mil matrículas.
Outras ações incluem o PNLD EJA, que distribuiu livros didáticos para escolas do ensino fundamental na modalidade, e o PDDE Equidade EJA, com recursos destinados a escolas que ofertam a EJA. Além disso, houve expansão na formação de professores e gestores, com quase 101 mil vagas entre 2023 e 2025.
CadEJA – Cadastro da EJA
O MEC lançou o CadEJA para registrar o interesse de pessoas em retomar ou concluir a alfabetização pela EJA. A plataforma facilita o encaminhamento a vagas, com cadastro simples para maiores de 15 anos que não concluíram a educação básica. O cidadão recebe um protocolo e aguarda o contato da secretaria de educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC destaca que as informações veiculadas são da Secadi, com base em dados oficiais e ações do governo federal para superar o analfabetismo. As informações não representam opinião, apenas o retrato estatístico e as iniciativas em curso.
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