- Em Herat, dezenas de mulheres teriam sido presas por supostas violações ao código de vestimenta imposto pelos talibãs.
- A Missão das Nações Unidas na Afghanistan (Unama) confirmou as detenções e reiterou que todas têm direito à liberdade de movimento e à igualdade perante a lei.
- O Hasht-e Subh publicou um desmentido das autoridades talibãs em Herat, chamando as detenções de rumor.
- As regras envolvem o uso do hijab e a cobertura total do corpo; o Burka é recomendado por alguns orientadores, mas não é obrigatório em todas as situações.
- Desde 2021, os talibãs implementam um conjunto de restrições de gênero que afetam educação, trabalho e participação em espaços públicos, com impacto amplo na vida das afegãs.
Una onda de detenções envolvendo mulheres ocorreu em Herat, Afeganistão, após uma nova advertência dos talibãs sobre vestimenta. Agentes da viceição de moralidade teriam levado ao menos dezenas de mulheres, todas cobertas, sob alegação de violar o código de vestimenta obrigatório.
A confirmação veio da Missão de Assistência das Nações Unidas na Afghanistan (Unama), que afirmou a veracidade das detenções, citando violações relativas ao uso do hijab e à cobertura facial completa. Autoridades talibãs em Herat negaram os arrestos, classificando-os como rumores.
Segundo o Hasht-e Subh, o grupo de vigilância moral teria detido entre 40 e 50 mulheres; outras reportagens apontaram números menores. A imprensa local descreveu as mulheres presas como estando totalmente encobertas pelo vestuário exigido.
A medida decorre de uma instrução emitida na quinta-feira pelo Departamento para Propagação da Virtude e Prevenção do Vício de Herat, que advertiu que mulheres em público sem cumprir as regras de vestimenta poderiam ser presas. O código vigente aborda roupas inteiramente cobertas e coloridos proibidos, entre outros itens.
Desde 2021, o regime talibã tem promovido restrições amplas sobre direitos das mulheres, incluindo limites à educação, trabalho e participação em setores públicos. Organizações internacionais destacam impactos significativos na vida cotidiana e na economia do país.
A Unama expressou preocupação com as detenções e reiterou que todas as pessoas têm direito à liberdade de movimento e à igualdade perante a lei. A ONU reiterou pedidos de respeito aos direitos humanos, sem emitir julgamentos sobre causas políticas.
Entre na conversa da comunidade