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Aluno da RMIT acusa universidade de genocídio e enfrenta ação disciplinar

Aluna da RMIT pode ser suspensa por até um semestre após vídeo que alega cúmplice de genocídio; audiência ocorre em 22 de abril

RMIT student Gemma Seymour is facing disciplinary action over a social media video about the university's ties to weapons companies.
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  • A estudante Gemma Seymour, da RMIT, pode ser suspensa após vídeo em que alega que a instituição é “cúmplice de genocídio” por ligações do centro de defesa com empresas de armas.
  • O vídeo, publicado no Instagram do grupo RMIT Students for Palestine em agosto, foi gravado em frente ao Sir Lawrence Wackett Defence and Aero Centre, no campus de Melbourne, e identifica o local publicamente.
  • Segundo relatório de conduta, publicar a localização pública pode colocar em risco a segurança de funcionários e instalações, além de aumentar o risco de assédio, ameaças e acesso não autorizado a áreas de pesquisa sensíveis.
  • O centro Sir Lawrence Wackett Defence and Aero Centre tem parceria com as Forças de Defesa da Austrália, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a Boeing; a Boeing teve seus equipamentos usados em ataques em Gaza, conforme relatos de organizações de direitos humanos.
  • A universidade não comentou o caso; o regulamento interno prevê sanções que podem incluir a suspensão de matrícula por até um semestre.

Um estudante da RMIT University pode ser suspenso após compartilhar um vídeo no qual acusa a instituição de ser “cúmplice de genocídio” por meio de ligações do centro de pesquisa em defesa e aeroespacial com empresas fabricantes de armamentos. O material foi gravado em um corredor do Sir Lawrence Wackett Defence and Aerospace Centre, no campus de Melbourne, e postado na conta do Instagram do grupo Estudantes da RMIT para Palestina em agosto. O vídeo mostra a aluna Gemma Seymour diante das instalações, com uma legenda chamando o centro à reflexão sobre suas ligações com armas.

A instituição argumenta que a gravação expõe a localização do centro, informação que não está publicada online, o que pode colocar a segurança de funcionários, estudantes e infraestrutura em risco. O relatório de conduta estudantil, encaminhado a Seymour e obtido pelo Guardian Australia, aponta ainda que a postagem pode atrair assédio ou ameaças às instalações e que a divulgação pode comprometer áreas de pesquisa sensíveis, além de aumentar estresse e ansiedade entre alunos. O documento cita ainda que o meio de comunicação utilizado e a forma de expressão podem colocar em risco atividades de ensino.

O parecer interno também descreve que Seymour pode ter violado políticas da universidade, ao agir de forma a comprometer a segurança, a integridade de pesquisas e a segurança de pessoas no campus. Entre as evidências está uma imagem de capa do vídeo, já removida, que, segundo a RMIT, mostrava um gesto considerado ofensivo. A universidade afirmou ter recebido uma denúncia anônima de uma pessoa externa.

A aluna, que cursa artes, contestou a leitura de localização como pública e afirmou que a sinalização do centro é visível em uma instituição pública. Ela criticou a gestão da instituição ao tratar do tema das parcerias com fabricantes de armamentos. A defesa indicou que, na visão da estudante, o debate sobre as parcerias é relevante e que a suspensão poderia desencorajar críticas políticas dentro da comunidade universitária.

Contexto institucional e implicações

O Sir Lawrence Wackett Defence and Aerospace Centre envolve colaboração com o setor de defesa, incluindo parcerias com o Exército australiano, o Departamento de Defesa dos EUA e a Boeing. Organizações de direitos humanos já registraram preocupações sobre o uso de armas associadas a fabricantes vinculados ao centro. Em 2024, houve protestos estudantis pró-Palestina em várias universidades australianas, com pedidos de rompimento de vínculos com fabricantes de armas.

A RMIT não comentou o caso diretamente, mas informou que estudantes estão sujeitos a normas de conduta. A instituição ressaltou que suas políticas visam prevenir impactos negativos para a comunidade e que violações podem resultar em sanções, incluindo suspensão de matrícula por até um semestre.

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