- Daniel Kebede, secretário-geral da NEU, criticou o recorde do governo em educação e disse que o ensino não está atendendo às crianças.
- Kebede mencionou que o apoio aos Greens entre os professores cresce, sinalizando descontentamento com o Labour.
- Ele afirmou que 65% dos membros da NEU que votaram no Labour em 2024 não o fariam novamente, como alerta aos dirigentes do partido.
- O conteúdo das novidades sobre Ofsted, currículo e avaliação, bem como a política de inclusão e suprimento de recursos, foi considerado insuficiente pelos sindicatos.
- A NEU pode realizar greve nacional caso as propostas de salários, carga de trabalho e financiamento escolar não avancem, com votação indicativa em andamento.
Daniel Kebede, secretário-geral da maior união de educação do país, criticou o governo pela atuação nas escolas, dizendo que a gestão de educação falha com as crianças e não cumpre promessas. A avaliação foi feita em discurso aos delegados da NEU durante a conferência anual em Brighton, na quinta-feira.
Kebede afirmou que há apoio crescente entre docentes à esquerda e citou sinais de atrito com o Labour. O debate ganhou impulso após o líder do Partido Verde, Zack Polanski, receber ovação de pé ao apresentar propostas de mudança radical para o sistema educacional.
Em seu discurso, Kebede destacou que, embora algumas ações do governo sejam recebidas com aplausos, os detalhes policy não entregam o esperado. Ele questionou o foco em reformas como o novo marco do Ofsted, o currículo e a avaliação, além da revisão da lei de bem-estar infantil e do white paper escolar.
Detalhes sobre financiamento e inclusão
O receituário do governo para necessidades especiais prevê aumento de recursos: £1,6 bilhão em três anos para inclusão, mais £1,8 bilhão para contratar especialistas pelas autoridades locais e £200 milhões para formação de professores. A NEU critica que o montante não basta para serviços de apoio.
Kebede disse que não basta prometer inclusão sem fortalecer serviços que a tornam real, citando salas de aula exaustas e necessidades não atendidas. Ele descreveu crianças levando a frente de crises não resolvidas associadas a falta de apoio adequado.
Ação e posicionamento da NEU
O líder sindical sinalizou que a NEU pode realizar greve nacional se necessário, com votação indicativa de mobilização em curso sobre remuneração, carga de trabalho e financiamento escolar. Embora a greve não esteja definida, o movimento reforça o embate entre a entidade e o governo.
Kebede também criticou o impacto das redes sociais em escolas, defendendo restrições para menores de 16 anos e chamando a atenção para danos causados por plataformas materiais de humilhação e dependência de conteúdo prejudicial.
Perspectivas sobre a educação pública
Entre as pautas discutidas, os delegados abordaram a influência de ideias de extrema direita nas escolas, incluindo alegações de censura de livros em bibliotecas. A NEU reafirmou oposição à censura com base em desinformação e pediu apoio à ampliação do papel dos bibliotecários.
Entre na conversa da comunidade