- Pesquisa com 10 mil docentes da Inglaterra aponta que 45% de professores de ensino fundamental e 78% de ensino médio já observaram sinais de transtornos alimentares entre alunos pelo menos de vez em quando, nos últimos 12 meses.
- Entre os casos apresentados, 4% de fundamental e 14% de médio relatam evidências de transtornos alimentares com mais regularidade; 20% em escolas especiais e unidades de encaminhamento também tiveram relatos.
- Dois terços dos docentes de ensino médio disseram lidar com absenteísmo relacionado à saúde mental dos alunos; 76% relatam dificuldades sociais entre estudantes.
- O número de escolas sem psicólogo escolar subiu de 29% para 40% em três anos.
- Quase metade dos professores (48%) observam ansiedade crônica entre alunos, e 31% relatam isolamento social. O secretário-geral da NEU afirma que a demanda por apoio de saúde mental nas escolas supera os recursos disponíveis.
Um estudo da NEU, maior sindicato de educação do Reino Unido, aponta que quase metade de professores de ensino primário já observaram sinais de transtornos alimentares entre alunos, ao longo do último ano. No ensino secundário, esse registro sobe para 78%.
Na prática, 45% dos docentes primários relatam ver transtornos alimentares pelo menos ocasionalmente, enquanto 78% dos docentes do segundo ciclo afirmam o mesmo. Entre eles, 4% de primários, 14% de secundários e 20% de escolas especiais relatam observações frequentes.
O levantamento também indica impactos adicionais na saúde mental escolar. Dois terços dos docentes do ensino secundário lidam comabsenteísmo ligado a problemas de saúde mental, e 76% relatam dificuldades sociais entre estudantes.
Além disso, a pesquisa revela aumento na carência de acompanhamento psicológico. Em três anos, o percentual de escolas sem psicólogos subiu de 29% para 40%.
Os dados trazem números que já vinham sendo observados em pesquisas anteriores. Um estudo da Lancet mostrou elevação significativa de admissões hospitalares entre 2012-3 e 2021-2 entre jovens de 5 a 18 anos com questões de saúde mental, com destaque para transtornos alimentares.
Especialistas explicam que transtornos alimentares englobam um conjunto amplo de condições, não se limitando a anorexia. Dr. Lee Hudson ressalta que casos de anorexia precoce e ARFID aparecem entre crianças, com motivo ainda não completamente esclarecido.
Quase metade dos docentes (48%) relata ansiedade crônica entre alunos, e 31% observam isolamento social. O secretário-geral da NEU, Daniel Kebede, afirma que escolas não acompanham a demanda por suporte em saúde mental, apontando necessidade por enfermeiras escolares, lideranças de saúde mental e acesso rápido a serviços de saúde mental infantojuvenil.
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