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Risco de nova alta de juros persiste com inflação australiana em alta, dizem economistas

Inflação subjacente ainda pressiona a economia australiana, mantendo expectativa de novas altas de juros pelo Banco Central, com chance de alta em agosto

The Reserve Bank of Australia is tipped to hike interest rates at least once more this year after a key inflationary marker rose during the year to May.
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  • A inflação anual caiu para quatro por cento em maio, com o preços dos combustíveis recuando quase doze por cento no mês; abril havia sido quatro por cento.
  • A inflação subjacente, medida pelo trimmed mean, subiu para 3,6 por cento em maio, frente a 3,4 por cento em abril.
  • Os custos de construção de moradias avançaram 0,9 por cento em maio, elevando o ritmo anual para 5,6 por cento.
  • A inflação de alimentos e bebidas acelerou para 3,3 por cento no ano até maio, incluindo um aumento de 4 por cento em refeições em restaurantes e take away.
  • A probabilidade de alta de juros em 11 de agosto ficou em 32 por cento, com a previsão de alta até o fim do ano mantida em 56 por cento; há divergência entre economistas sobre a intensidade do aperto.

Australia encara novo ciclo de alta de juros, após dados de inflação destacarem pressões subjacentes mesmo com queda de combustíveis.

Em maio, o índice de inflação caiu para 4,0% ante 4,2% em abril, segundo o Australian Bureau of Statistics. a queda foi impulsionada pela queda de quase 12% nos preços de combustível no mês.

Apesar do recuo na taxa anual, o indicador subjacente, medido pela média trimada, subiu para 3,6% no ano até maio, de 3,4% em abril, sinalizando pressões persistentes sem volatilidades pontuais.

A divulgação também mostrou alta de 0,9% nos custos de construção de casas em maio, o que elevou o ritmo anual para 5,6%, conforme os dados oficiais.

Alimentos e bebidas aceleraram a inflação para 3,3% no ano até maio, frente a 2,8% em abril, incluindo aumento de 4% em refeições em restaurantes e take-away.

Esses números deixaram as trilhas de mercado estáveis quanto a novas altas de juros. A probabilidade de elevação em 11 de agosto ficou em 32%, e a de alta até o fim do ano, em 56%.

Analistas apontam que o recuo da inflação não elimina riscos. A taxa de juros pode subir pela quarta vez em agosto, caso as condições de inflação permaneçam resilientes.

Especialistas destacam ainda que fatores como preços de alimentos e fertilizantes devem acompanhar pressões no curto prazo, o que preocupa a autoridade monetária.

Para o Tesouro, o quadro sugere que a inflação de base pode ter atingido um pico abaixo do previsto no orçamento federal, reduzindo, em visão inicial, o impulso para novas altas rápidas.

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