- O orçamento de NSW aponta alta nas receitas de impostos sobre jogos, de 3,8 bilhões de dólares em 2025-26 para 4,7 bilhões até 2029-30.
- A receita anual de máquinas de poker em pubs e hotéis deve crescer 7,5% ao ano, com expectativa de 2,2 bilhões de dólares em 2029-30, frente a 1,6 bilhão nesta temporada.
- O tesoureiro Daniel Mookhey afirmou que não houve modelagem do impacto de reformas de jogo nas receitas futuras, mas negou que não haja mudanças futuras para reduzir o jogo.
- Críticos, incluindo Tim Costello e Cate Faehrmann, acusam o governo de não cumprir promessas de reduzir máquinas e implementar medidas de redução de danos, como o uso de cartões de jogo sem dinheiro.
- O governo não respondeu a 30 recomendações do Painel Independente de Reforma do Jogo; o partido discute, em sua convenção, reduzir pelo menos 45 mil máquinas em 10 anos, enquanto segue defendendo ajustes já anunciados.
O orçamento estadual de NSW aponta aumento significativo na arrecadação de impostos sobre jogos de azar, com foco especial nas máquinas caça-níqueis. A previsão indica salto de 3,8 bilhões para 4,7 bilhões de dólares até 2029-30, acompanhando crescimento anual de 7,5% nas máquinas em pubs e hotéis.
Segundo o tesoureiro Daniel Mookhey, a modelagem orçamentária não considera efeitos de reformas de jogo para as receitas futuras. Ele destacou que o objetivo é apresentar números com base no cenário vigente, sem concluir sobre mudanças adicionais.
A tendência de aumento das receitas ocorre mesmo com críticas de opositores que afirmam ter havido atraso na implementação de reformas. Grupos pró-reforma argumentam que o governo tem responsabilidade de reduzir danos ligados ao uso de máquinas de jogo.
Progresso e promessas de reforma
Dados de pesquisa indicam que o gasto total com máquinas pode superar os 10 bilhões de dólares em 2026, segundo a Wesley Mission. A administração estadual mantém incentivo a lucros de pubs e hotéis, com previsões de crescimento anual de até 8% nessas venues até 2027-28.
Críticos apontam que as máquinas em clubes contam com tratamento fiscal diferenciado, custo estimado em mais de 1 bilhão de dólares para o governo neste ano. O tema compõe o debate interno na convenção do Partido Trabalhista, que deverá discutir a redução de máquinas em 45 mil unidades em até 10 anos.
Em plenário, o premier e o governo defendem medidas já implementadas, como o recuo do limite estadual de máquinas para 95.739, a revogação de isenções antigas e a restrição de horários de funcionamento de alguns equipamentos. Questionados sobre novas reformas, assessoria afirmou estudo cuidadoso sobre custos e impactos.
As discussões parlamentares continuam, com a expectativa de que o tema seja tratado sem pressa, buscando equilibrar empregos do setor que envolve mais de 150 mil trabalhadores e o compromisso com redução de danos ao consumidor.
Entre na conversa da comunidade