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Lloyds contratará 300 especialistas em tecnologia para IA

Lloyds contrata 300 especialistas em tecnologia para desenvolver IA autônoma, com risco de cortes de vagas no futuro

News of Lloyds’s AI recruitment drive comes as the group’s chief executive prepares to unveil a strategic plan.
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  • O Lloyds Banking Group vai contratar 300 especialistas de tecnologia para atuar em inteligência artificial, com foco em modelos autônomos até setembro.
  • A medida aumenta, por enquanto, o quadro de funcionários, mas não descarta demissões futuras conforme a adoção de IA se intensifica.
  • O CEO Charlie Nunn deve apresentar, no próximo mês, uma estratégia plurianual para o grupo, que já vinha priorizando bancos digitais, fechamento de agências e gestão de patrimônio.
  • Os recrutados vão integrar um time de IA de mil pessoas (com funcionários requalificados) e trabalhar em projetos como prevenção a fraudes, além de usar modelos de linguagem para pesquisas internas e resumo de documentos.
  • A programação já gerou ganhos: generative AI contribuiu com £ 50 milhões no ano passado e espera-se benefício de £ 100 milhões neste ano, com uso de modelos agentic AI e LLMs existentes como Claude e Gemini.

Lloyds Banking Group anunciou a abertura de 300 vagas técnicas para trabalhar com IA, com objetivo de integrar especialistas ao time até setembro. A iniciativa ocorre semanas antes de Charlie Nunn apresentar o plano estratégico de longo prazo do banco, com 261 anos de atuação.

A contratação, segundo o grupo, foca no desenvolvimento e uso de IA autonômica, capaz de planejar e executar tarefas com supervisão humana mínima. Por ora, aumenta o quadro de funcionários, sem atraso na sua estratégia de crescimento.

A direção afirmou que a adoção ampla de IA pode, no futuro, implicar em reduções de postos em determinadas áreas. Trystan Davies, chefe de dados e ciência de IA, destacou que a tecnologia pode redefinir estruturas e funções internas.

Aplicações previstas

Os novos trabalhadores integrarão projetos que incluem detecção de fraudes e melhoria de processos internos, como a busca e organização de documentos no RH. Parte do time de IA já reúne mil pessoas, incluindo funcionários requalificados.

Outra linha de atuação envolve tornar o atendimento online mais acessível e personalizado, com clientes buscando respostas em linguagem simples sobre gastos, investimentos e opções de produtos financeiros. A prioridade é melhorar a experiência do usuário.

Os recrutados atuarão com modelos já existentes, como Claude da Anthropic, e plataformas públicas de grandes modelos, adaptados às especificações do Lloyds. O objetivo é ampliar a capacidade analítica e de atendimento.

A iniciativa está ligada a ganhos já reconhecidos pela instituição, com ganhos de 50 milhões de libras no balanço no ano anterior e expectativa de 100 milhões de libras neste ano, com a ampliação do uso de IA.

Analistas e reguladores destacam que a indústria financeira precisa de maior preparação para eventuais falhas em IA. Pesquisas indicam que muitas instituições não realizam testes robustos de interrupção de sistemas.

Para o Lloyds, a expectativa é de que a nova estratégia, que substituirá a atual de cinco anos, seja comunicada a funcionários e investidores no próximo mês, consolidando o foco em serviços online, previdência e gestão de patrimônio.

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