- Exportações de bens da América Latina e do Caribe cresceram 15,7% no primeiro trimestre de 2026, por maior volume e preços.
- Ouro liderou as altas, com +63,9%; cobre +26,8%; petróleo +12,2%; soja +10,1% e minério de ferro +5,7%. Café caiu 21,1% e açúcar, 24,2%.
- os maiores aumentos por país foram: Bolívia (+100,2%), Nicarágua (+42,3%), Guiana (+37,0%), Peru (+33,5%) e Paraguai (+19,7%).
- Entre as grandes economias, Brasil avançou 7,1%, México 17,9%, Argentina 16,9%, Colômbia 15,5% e Chile 13,8%; Venezuela e Belize registraram quedas.
- O BID aponta continuidade do impulso em 2025, com demanda de China, Ásia, União Europeia e Estados Unidos, e ressalta a necessidade de reformas para diversificar a inserção internacional e fortalecer a resiliência diante choques externos.
O valor das exportações de bens da América Latina e do Caribe cresceu 15,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo relatório do BID. O avanço reflete aumento de volumes e de preços das commodities.
O estudo aponta que os preços de itens-chave mostraram trajetórias diferentes em 2026, diante de choques geopolíticos e de mudanças na oferta e demanda globais. Ouro liderou as altas, seguido por cobre, petróleo, soja e minério de ferro.
Entre os reativos negativos, o café caiu 21,1% e o açúcar 24,2% ante o 1º trimestre de 2025. O desempenho regional é fortemente influenciado pelo setor de mineração, agroindústria e petróleo.
Desempenho por país e principais impulsionadores
Bolívia registrou o maior crescimento de exportações no trimestre, 100,2%. China e demais mercados asiáticos responderam por parte expressiva do aumento, com 25,1 pontos percentuais de contribuição. Nicarágua, Guiana, Peru e Paraguai completam os destaques.
Entre as grandes economias, México avançou 17,9%, Argentina 16,9%, Colômbia 15,5%, Chile 13,8% e Brasil 7,1%. Venezuela (-8,7%) e Belize (-9,1%) registraram as maiores quedas no período.
Contexto e tendências para 2026
O BID reforça que o bom momento de exportações segue, em linha com o avanço de 7,8% registrado em 2025. A instituição ressalta que sinais de melhoria existem, mas permanecem sujeitos a alta incerteza global.
Parcerias comerciais se mostraram mais fortes no primeiro trimestre, com China em expansão de 24,5%, Ásia 24,4%, União Europeia 18,6% e Estados Unidos 13,7%. O relatório aponta maior capacidade de adaptação da região.
Perspectivas e riscos
Paolo Giordano, economista do BID, afirma que a região continua fortalecendo o desempenho exportador e pode avançar em reformas para produtividade e diversificação. A abertura comercial pode aumentar diante de preços internacionais voláteis.
Os especialistas destacam que o aumento de preços de fertilizantes e transporte pode elevar custos de produção, criando oportunidades e riscos para as exportações nos próximos meses. A resiliência regional depende de reformas estruturais.
Implicações para políticas públicas
A região é incentivada a diversificar a inserção internacional e fortalecer a resiliência ante choques externos. O BID sugere foco em reformas que ampliem a competitividade e reduzam vulnerabilidades da matriz exportadora.
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