- O volume de álcool caiu 5% nos EUA no ano passado e pode cair até 4% neste ano, conforme projeções; a narrativa aponta queda maior no país do que no restante do mundo.
- Em escala global, o consumo recuou 2%, com a maior queda concentrada nos EUA.
- A Geração Z está reconfigurando hábitos: 7 em cada 10 membros dessa geração já consumiram álcool em 2025, ante menos de metade em 2023.
- Empresas têm ajustado estratégias: cortes de preço em produtos específicos, lançamentos de bebidas de menor preço e foco em bebidas prontas (ready-to-drink) para recuperar participação.
- Sinais de inflexão aparecem: participação de faixas etárias tem aumentado e volumes se estabilizaram neste ano, com expectativa de recuperação apenas a partir de 2027, dependendo da adesão das novas gerações.
O setor de bebidas enfrenta queda de consumo nos EUA, com o volume de álcool recuando 5% no ano passado, segundo a IWSR. Dados globais mostram queda de 2% nos principais mercados, enquanto os EUA registraram a maior retração entre eles. Projeções apontam nova queda de até 4% neste ano.
Analistas veem divergências sobre a causa do recuo. Alguns atribuem aos hábitos de saúde, à cannabis e aos GLP-1, enquanto outros destacam fatores econômicos. A demanda por bem-estar é citada, mas há ceticismo quanto à persistência dessas tendências.
Para 2027, espera-se possível ponto de inflexão nas taxas de participação, conforme divulgação de dados recentes. A geração Z ganha relevância, com participação crescente no consumo de álcool, embora mude o perfil de compra e consumo.
Mudanças no perfil de consumo
Consumidores da Geração Z expandem o conceito de when e how beber, apontam pesquisas. O uso de bebidas prontas para consumo cresce, mas com margens menores para as empresas. A fragmentação do mercado de RTD aumenta a competição entre marcas.
O setor avalia estratégias para recuperar demanda. Cortar preços, ampliar portfólio acessível e investir em conveniência são caminhos considerados por grandes grupos. A ideia é reposicionar o álcool como parte de um estilo de vida, sem perder apelo social.
Caminhos e riscos
A aposta em bebidas prontas envolve riscos de permanência de marcas adquiridas, segundo analistas. O sucesso depende de manter relevância a longo prazo, e não apenas em períodos de modismo. A indústria observa desempenho de segmentos diferentes, como destilados versus RTD.
Empresas também explorem tecnologia e canais diretos ao consumidor para ampliar disponibilidade e agilidade na entrega. A expectativa é de que a recuperação dependa de múltiplos fatores, incluindo percepção de consumo responsável e competição com outras bebidas.
Entre na conversa da comunidade