- Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, acusou Jamie Dimon de mentir sobre o CLARITY Act em entrevista na Fox Business.
- Garlinghouse afirma que Dimon distorce as implicações de conformidade para proteger o negócio de pagamentos da JPMorgan, que gera cerca de $20 billion em receita anual e mais de $5 billion em lucro.
- O embate acontece após Dimon dizer, no fim de maio, que o CLARITY Act é inadequado em questões de AML e BSA; ele chamou o defensor da proposta, Brian Armstrong, de “full of shit”.
- O foco está em uma cláusula sobre yield de stablecoins oferecido por exchanges, que pode afetar o equilíbrio regulatório proposto.
- Garlinghouse reconhece que Armstrong representa os interesses da Coinbase, mas afirma que a indústria quer clareza e regulação, com divergências sobre o alcance da regulação.
Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, afirmou em Fox Business, nesta semana, que Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, fez uma representação incorreta sobre a CLARITY Act. A crítica aponta para o uso de informações para proteger o negócio de pagamentos do banco americano, que gera cerca de 20 bilhões de dólares em receita anual e mais de 5 bilhões de lucro.
A discussão ocorreu após Dimon questionar a CLARITY Act em uma entrevista com Maria Bartiromo, no fim de maio, alegando falhas no combate a AML e BSA. Garlinghouse respondeu no mesmo programa, mantendo o foco na regulação de criptoativos nos EUA.
O ponto central envolve uma cláusula sobre a possibilidade de trocas de stablecoins oferecerem rendimentos a usuários com saldos estáveis. Garlinghouse sustenta que a proposta não reduz encargos regulatórios, mas cria um marco regulatório ainda inexistente.
O que está em jogo
A acusação de Garlinghouse é de que Dimon desvia informações para prejudicar a CLARITY Act e favorecer interesses de bancos. A defesa de Dimon sustenta que o texto busca equilibrar regras de conformidade para produtos cripto, sem abrir espaço para abusos.
Dimon afirma que grandes bancos têm interesse legítimo em exigir tratamento regulatório equivalente para cripto ativos. Já Garlinghouse ressalta que o objetivo da CLARITY Act é justamente criar clareza regulatória para o setor, com apoio de várias empresas do ramo.
A disputa envolve também a Coinbase, cujo cofundador Brian Armstrong é apontado como campeão da proposta. Armstrong pressiona pela manutenção da cláusula de rendimentos de stablecoins, que, segundo Garlinghouse, é tema central da controvérsia entre reguladores, bancos e exchanges.
Contexto de mercado e desdobramentos
JPMorgan descreve a CLARITY Act como capaz de reduzir riscos para o sistema financeiro, mantendo salvaguardas anti-lavagem de dinheiro. Críticos, como Garlinghouse, veem o contrário: o acordo regulatório pode estabelecer normas para operações ainda não regulamentadas.
Além disso, o debate ocorre em meio a movimentos de outros bancos, como Citi, em direção a tokenização e plataformas digitais, divergindo da postura de Dimon. A discussão sobre regulação de stablecoins permanece como ponto sensível do texto.
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