- O CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, afirmou que a semaglutida pode levar a áreas como longevidade e medicina estética, além da obesidade.
- Em entrevistas na ADA, ele disse que a empresa deve acompanhar o que os pacientes desejam, incluindo possíveis benefícios além da perda de peso.
- Estudos citados pela Novo indicam que a semaglutida pode proteger órgãos como coração, fígado e rins antes de haver grande perda de peso.
- A empresa enfrenta pressão de investidores para ampliar o foco além de obesidade e diabetes, enquanto rivais como a Eli Lilly expandem portfólios com outros tratamentos.
- As ações da Novo caíram cerca de 3,2% após a fala de Doustdar, com analistas lembrando a necessidade de a companhia mostrar vantagens competitivas a longo prazo.
Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk, afirmou que os medicamentos para obesidade, carro-chefe da empresa, podem ir além do peso: podem tocar áreas como longevidade e estética. A declaração ocorreu na conferência da ADA em Nova Orleans.
Segundo Doustdar, estudos sugerem que a semaglutida, ingrediente-chave do Ozempic e Wegovy, protege órgãos vitais como coração, fígado e rins antes de grandes perdas de peso. O objetivo é ampliar o que hoje chamamos de tratamento.
A fala surge em meio a pressão de investidores sobre a dependência da Novo Nordisk em obesidade e diabetes. A Eli Lilly, concorrente, foca em um portfólio mais amplo, com resultados positivos em estudos de perda de peso com retatrutida.
Reação do mercado e próximos passos
As ações da Novo tiveram queda de 3,2%, pressionando o desempenho no ano. A empresa enfatiza a necessidade de explorar novos usos de GLP-1 para melhorar resultados de pacientes.
Doustdar assumiu o posto há quase um ano e tem destacado a busca por entender o que mais os pacientes precisam. Atenção a áreas como envelhecimento biológico e condições inflamatórias tem ganhado espaço interno.
Pesquisadores da Novo apresentaram dados na ADA indicando que a semaglutida pode reduzir idade biológica do coração e dos rins, medida por relógios de envelhecimento, ainda que os efeitos dependam da relação com a perda de peso.
Perguntado sobre investimentos em áreas de estética, pele e queda de cabelo, o CEO respondeu que sim, vendo isso como extensão da estratégia da empresa para atender às necessidades do mercado e melhorar resultados clínicos.
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