- Exemplos de sucesso de imigrantes reforçam o “sonho americano”: Kam Ghaffarian abriu o IPO da X-Energy na Nasdaq em 24 de abril, reforçando contribuição de imigrantes para inovação e indústria espacial nos EUA.
- Os imigrantes são parte essencial da população e da economia: hoje cerca de 50 milhões de pessoas nasceram em outro país (15% da população), com México (11,1 milhões) no topo, seguidos por Índia (3,2 milhões) e China (2,6 milhões).
- Bilionários e grandes empresas criadas por imigrantes são parte significativa do empreendedorismo americano: há 189 bilionários nascidos fora dos Estados Unidos, com patrimônio agregado de US$ 2,4 trilhões, e imigrantes ou filhos fundaram 46% das 500 maiores empresas by faturamento.
- O caminho de visto e residência é visto como gargalo: o visto H-1B permanece competitivo, com custos elevados após nova regra de 2025; muitos pedidos de green card enfrentam longas filas, prejudicando empreendimentos e retenção de talentos.
- A importância de imigrantes vai além da tecnologia: setores como saúde, agricultura e construção dependem fortemente da mão de obra estrangeira; por exemplo, 19% dos profissionais de saúde nasceram fora do país, enquanto áreas rurais sofrem com a escassez de trabalhadores.
O que aconteceu
O bilionário Kam Ghaffarian abriu a Nasdaq com a estreia da X-Energy, empresa de pequenos reatores nucleares fundada em Maryland. O evento marcou a segunda abertura de capital de sua carreira, após a Intuitive Machines, em 2023. O caso é usado para ilustrar o papel dos imigrantes no atalho do sonho americano.
A história envolve políticas de vistos, filas para green card e a atração de talentos estrangeiros para os EUA, sob a lente de que imigração sustenta inovação, empregos e receitas públicas, ainda que enfrente limites recentes.
Quem está envolvido
Ghaffarian, nascido no Irã, é um caso emblemático da imigração de sucesso. Amjad Masad, da Replit, nasceu na Jordânia e também figura entre os empreendedores que construíram negócios bilionários nos EUA. Outros nomes aparecem para ilustrar trajetórias diversas.
Quando e onde
O IPO da X-Energy ocorreu em 24 de abril, em Nova York, com a Nasdaq como palco. Paralelamente, a Replit teve avaliação recente de US$ 9 bilhões, reforçando a ideia de continuidade do fluxo de imigrantes para o ecossistema de inovação.
Por que é relevante
A matéria foca no entrelaçamento entre imigração e economia americana, destacando que imigrantes criam empregos, geram inovação e impulsionam o consumo. Dados de institutos mostram o peso econômico dessa população.
Os números da imigração
Atualmente, 11,1 milhões de residentes nasceram no México, o maior grupo. Índia e China aparecem com 3,2 milhões e 2,6 milhões, respectivamente, segundo o Migration Policy Institute. Ao todo, 50 milhões no país nasceram no exterior.
Impacto econômico observado
Pesquisas indicam que imigrantes contribuíram para o crescimento econômico entre 1990 e 2016, e geraram superávit fiscal de US$ 14,5 trilhões entre 1994 e 2023. Um quarto das patentes nos EUA é associável a imigrantes.
Empresas lideradas por imigrantes
Hoje, 189 bilionários nascidos fora dos EUA vivem no país, com patrimônio conjunto de US$ 2,4 trilhões. São títulos criados ou impulsionados por imigrantes que empregam mais de um milhão de pessoas. Entre eles, Musk, Brin e Huang.
Desafios do visto e do green card
O caminho de vistos é competitivo. O número de vistos H-1B para empresas em 2026 já apresentou quedas, com mudanças de custo significativas anunciadas em 2025. Startups e pequenas empresas enfrentam dificuldades para custear processos.
A fila pelo green card
A legislação impede que mais de 7% dos green cards por ano sejam concedidos a cidadãos de um mesmo país. Indianos, chineses, mexicanos e filipinos costumam enfrentar filas longas, que atrasam planos de abrir negócios.
Além da tecnologia
Imigrantes atuam em saúde, agricultura, construção e indústria. Dados indicam que 19% dos profissionais de saúde nasceram fora dos EUA, com grande participação rural. A dependência de mão de obra imigrante pode subir em regiões carentes de serviços.
Experiências e histórias
Histórias de vida, como a de Paula Lwin, que deixou Mianmar e hoje lidera Havoc, evidenciam o papel dos imigrantes no setor de defesa. A narrativa reforça que a imigração alimenta inovação e segurança nacional.
Risco de perder talentos
Há preocupação com políticas mais restritivas que possam reduzir o fluxo de talentos. Investidores destacam a importância de manter portais de educação e recrutamento abertos para manter a competitividade.
Conclusões não são apresentadas
A reportagem não apresenta conclusões ou opiniões; o objetivo é informar dados, trajetórias e impactos verificados, mantendo o tom neutro e factual. As informações são baseadas em fontes institucionais e entrevistas com protagonistas.
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