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Ações globais sobem apesar de ameaça de Trump ao Irã

Ações globais sobem mesmo com ameaça de Trump ao Irã; investidores avaliam que conflito não se amplia, reduzindo o risco de novo repique no petróleo

Ações globais nesta quinta-feira (11) de junho de 2026
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  • Ações globais operam em alta, mesmo com ameaça de Trump de ampliar ataques ao Irã caso não haja acordo provisório de paz.
  • Investidores avaliam que o risco de nova escalada não interessa a nenhum lado, o que ajudou a sustentar os preços do petróleo.
  • O Irã disse que ataques recentes deixaram sem sentido o atual cessar-fogo, enquanto os EUA estudam próximos passos.
  • O Banco Central Europeu é visto como provável a subir juros pela primeira vez desde 2023, diante de pressões inflacionárias associadas ao conflito no Irã.
  • Rendimentos de Treasuries recuam, o dólar sobe levemente e o bitcoin avança pela primeira vez em três sessões.

As ações globais operavam em alta nesta quinta-feira, 11 de junho, mesmo após Donald Trump afirmar à Fox News que os EUA poderiam retomar ataques ao Irã se seus líderes não aceitassem um acordo provisório de paz para prolongar o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. A percepção é de que nenhuma das partes deseja uma nova escalada relevante.

Investidores avaliam que o conflito tende a não se ampliar, ajudando a conter temores de nova disparada no petróleo. O humor no mercado fica mais favorável com a expectativa de que Trump não alimente o embate. O posicionamento crítico é de manter exposição acionária elevada.

Títulos do Tesouro recuaram em todos os vencimentos, enquanto o dólar registrou leve alta. O bitcoin avançava após quedas recentes. No radar, as ações europeias subiram cerca de 0,6%, puxadas por empresas de serviços públicos. O dia também acompanha a visão de política monetária mundial.

Perspectivas de juros no BCE e impactos

Espera-se que o Banco Central Europeu eleve os juros pela primeira vez desde 2023, para conter pressões inflacionárias associadas à guerra no Irã. Analistas aguardam as comunicações da presidente Christine Lagarde sobre a trajetória de política monetária nos próximos meses. O movimento pode influenciar o comportamento de bolsas globais.

Destaques regionais e corporativos

Na agenda de destaques, a tensão entre EUA e Irã aparece como variável de risco. O Irã reagiu a ataques recentes, aumentando a incerteza regional. Em outra frente, o Peru tem registros de resultados eleitorais parciais, com Keiko Fujimori na liderança conforme votos no exterior entram. Já no setor de commodities, o repasse de custos de combustível e frete surge como desafio para a Fonterra, maior exportadora de laticínios, que busca contratos de longo prazo para reduzir volatilidade.

— Com informações da Bloomberg News.

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