- Hugo Boss teve alta de quase 7% após afirmar que vai “analisar com rigor” a oferta de aproximadamente €1,98 bilhão feita pela Frasers Group para tomar o controle da empresa.
- A Frasers Group, que já detém pouco mais de 26% da Hugo Boss, propõe pagar €38 por ação em dinheiro, um prêmio de 4,3% em relação ao fechamento de quarta-feira.
- A avaliação total da transação é de €2,7 bilhões; o conselho da Hugo Boss disse que revisará a proposta e emitirá um parecer fundamentado.
- A oferta colocaria a Hugo Boss sob controle do grupo de Mike Ashley, que administra Sports Direct, House of Fraser, Flannels e Gieves & Hawkes.
- Analista da Shore Capital afirmou que a Frasers pode ampliar o acesso a uma marca premium, enquanto o JP Morgan Chase acredita haver piso para as ações e não espera um licitante rival.
Hugo Boss viu suas ações subir quase 7% nesta quinta-feira após a empresa informar que vai examinar com rigor uma oferta de aquisição de quase €2 bilhões feita pelo Frasers Group, controladora da Sports Direct. O negócio envolveria a compra do restante do grupo alemão.
A proposta, de €1,98 bilhão, representa €38 por ação em dinheiro, premium de 4,3% sobre o fechamento de quarta. As ações da Hugo Boss chegaram a €39 durante o pregão, encerrando em €38,84, alta de 6,5%. As ações da Frasers recuaram 2,5% no início dos negócios.
Frasers já detém pouco mais de 26% do grupo alemão, adquirido desde 2020, consolidando interesse de ampliar o portfólio de luxo do grupo, que fechou o ano passado com vendas de €4,3 bilhões. A Hugo Boss afirmou que o processo de avaliação não foi coordenado e que o conselho fará uma análise cuidadosa.
O conselho de administração da Hugo Boss disse que apresentará uma posição fundamentada, buscando o melhor interesse da empresa, de seus acionistas, empregados e clientes. A operação avaliaria a Hugo Boss em €2,7 bilhões segundo a oferta anunciada.
A possível aquisição colocaria a Hugo Boss dentro do portfólio de varejo controlado pela Frasers, que já inclui Sport Direct, House of Fraser, a rede Flannels, a alfaiataria Savile Row Gieves & Hawkes e participações em outras varejistas britânicas. Analistas destacam que a operação pode ampliar o acesso da Frasers a uma marca premium de vestuário masculino.
A JP Morgan Chase avaliou a proposta como piso de curto prazo para as ações, mas apontou espaço limitado para alta adicional e não antecipa concorrentes significativos. A Hugo Boss busca revitalizar vendas por meio de reforma de lojas, linha de produtos mais enxuta e expansão de moda feminina.
Analistas lembram que o Hugo Boss enfrenta fraco desempenho após o boom pós-pandemia e que a mudança corporativa já foi acompanhada pela nomeação de Michael Murray, filho do empresário, para o conselho de supervisão. Davidson Hughes, da Shore Capital, afirma que a aquisição total poderia aprofundar o acesso da Frasers a uma marca premium global.
Entre na conversa da comunidade