- O CEO da British Airways, Sean Doyle, afirmou que os custos de viagem no Reino Unido afastam milhões de turistas e freiam o crescimento econômico, defendendo revisão dos impostos de aviação.
- Doyle disse que o país possui alguns dos mais altos impostos de aviação do mundo e fica para trás de rivais como Japão, França e Alemanha no turismo internacional.
- O imposto sobre passagens aéreas subiu 15% em abril, chegando a £ eight por passageiro em voos domésticos, £ quinze para partidas europeias e até £ 253 em assentos de longa distância na classe econômica premium.
- Para alcançar a meta de cinquenta milhões de visitantes internacionais até 2030, o Reino Unido precisa tornar as viagens mais acessíveis e simples, afirma Doyle.
- Ele destacou entraves como disponibilidade de opções de viagem no país, redes ferroviárias fragmentadas e a falta de passes, que concentram o turismo em cidades como Londres e Edimburgo.
O chefe da British Airways, Sean Doyle, diz que os custos de viagem para dentro e fora do Reino Unido contribuem para a perda de turistas e freiam o crescimento econômico. Ele pediu uma revisão das taxas de aviação.
Doyle afirma que o Reino Unido mantém alguns dos impostos aeronáuticos mais altos do mundo e fica atrás de países como Japão, França e Alemanha na atração de turismo inbound. O governo mira 50 milhões de visitantes internacionais até 2030, ante cerca de 40 milhões hoje.
Aeroportos pagam a conta: em abril houve alta de 15% na cobrança de passagem aérea, elevando o imposto a £8 por passageiro em voos domésticos, £15 para partidas europeias e até £253 em longas distâncias para classes premium. Doyle aponta que esse custo afeta a decisão de viajantes.
A reportagem aponta que, sem tornar as viagens mais acessíveis, as metas de turismo interno podem não ser atingidas. Segundo ele, países vizinhos têm demonstrações de maior crescimento devido a custos menores e maior planejamento integrado.
Custos de viagens e competição
Doyle cita que o custo da passagem aérea é apenas parte do problema. Ele destaca ainda a falta de opções de deslocamento dentro do Reino Unido, com redes ferroviárias fragmentadas e carência de passes, o que reduz o benefício econômico do turismo para regiões fora de Londres e Edimburgo.
Segundo o executivo, a tributação de aviação contribui para tornar a visita de famílias mais cara em comparação com a Europa, impactando a atratividade do país para turistas. O tema foi discutido durante a conferência anual da Iata, em Rio de Janeiro, onde Doyle falava aos jornalistas.
Infraestrutura e decisões públicas
O CEO também comentou sobre o apoio do governo à ampliação de Heathrow, incluindo a possível construção de uma terceira pista. Ele afirmou que o custo elevado pode dificultar investimentos de companhias aéreas, se a expansão encarecer tarifas ou impedir novos investimentos.
Doyle ressaltou ainda a possibilidade de alternativas de menor custo, como um esquema diferente para a expansão de Heathrow, que possa reduzir encargos para as companhias e manter o ímpeto de crescimento do setor. O assunto permanece em debate entre governo, aeroportos e companhias aéreas.
A reportagem observa que a discussão envolve a busca por equilíbrio entre infraestrutura, custos para viajantes e competitividade internacional, com impactos diretos sobre o turismo e a atividade econômica regional.
Entre na conversa da comunidade