- O Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou em 130,8 pontos em maio, queda de 0,2% frente ao valor revisado de abril e 2,9% acima do de maio do ano anterior, ainda próximo do máximo desde janeiro de 2023.
- Cereais subiram mais de 2,6% no mês, com o trigo em alta pelo quarto mês seguido, puxado por perspectivas de safra exportável menor e custos maiores de combustível e fertilizantes ligados ao conflito com o Irã.
- O milho também teve alta, com demanda de importação robusta e oferta mais restrita no Brasil e nos Estados Unidos.
- Óleos vegetais recuaram 4,6% em relação a abril, a primeira queda mensal este ano, impulsionados por queda dos preços do palma e da soja, apesar de continuares acima de 20% em relação ao ano anterior.
- Açúcar teve alta de 7,5% frente a abril, para 95,1 pontos, mas está 13,1% abaixo do nível de um ano atrás, com expectativa de aperto na oferta global nos próximos meses.
O índice FAO de Preços de Alimentos caiu levemente em maio, em comparação com o nível revisado de abril. O recuo foi discreto, de 0,2%, para 130,8 pontos, ainda 2,9% acima do registrado em maio do ano anterior. O panorama permanece próximo ao pico desde janeiro de 2023 e 18,4% abaixo do pico de março de 2022.
Entre os grupos, os cereais registraram alta de mais de 2,6% no mês, com o trigo subindo pelo quarto mês seguido devido às perspectivas de menor colheita para exportação e custos elevados de combustível e fertilizantes relacionados a conflitos geopolíticos. O milho também teve alta, sustentada pela demanda de importação e oferta restrita no Brasil e nos EUA.
Em contrapartida, os óleos vegetais recuaram 4,6% ante abril, a primeira queda mensal neste ano, com quedas em palma e soja compensando ganhos de colza e girassol. Mesmo assim, os preços médios dos óleos permanecem mais de 20% acima do nível de 12 meses atrás, sustentados pela demanda por biocombustíveis.
O açúcar registrou alta de 7,5% em maio, para 95,1 pontos, mas ainda está 13,1% abaixo do valor de um ano antes. O movimento reflete expectativas de aperto na oferta global de açúcar nos próximos meses. A FAO ressalta que fatores de custo e disponibilidade influenciam as oscilações de preços em diferentes grupos.
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