- Andy Burnham propõe cortar 20% as taxas sobre negócios para pubs, com muitas pequenas empresas familiares ficando isentas do imposto.
- Pubs, clubes e casas de música teriam o corte de 20% no próximo ano; pequenas empresas independentes de hospitalidade, lazer e varejo teriam o limite de cobrança aumentado pela primeira vez desde 2017, com um sistema de escalonamento para evitar um pico de pagamentos.
- Os cortes seriam financiados por tributos mais elevados sobre grandes armazéns de gigantes online, como a Amazon, e pelos proprietários de imóveis vazios nas ruas comerciais.
- Burnham diz que é hora de reconhecer falhas do governo em relação às pequenas empresas e critica a política do Labour no tema.
- O byelection de Makerfield ocorre em 18 de junho; Burnham afirmou em TV que pretende concorrer a Westminster e, se eleito, pode buscar apoiar uma candidatura à liderança contra Keir Starmer, conforme sinalizado durante entrevista.
Andy Burnham propôs cortar em 20% os impostos sobre imóveis para pubs, clubes e locais de música, em uma política anunciada durante a byelection de Makerfield. A medida é apresentada pelo prefeito de Greater Manchester, em resposta às críticas às políticas para pequenas empresas.
A iniciativa coloca Burnham em linha crítica com a política do líder do Labour, Keir Starmer, ao apontar falhas do governo federal na área de pequenas empresas. O texto da equipe afirma que o Labour errou ao não valorizar o papel das pequenas empresas nas comunidades.
Segundo o plano, a redução de 20% valeria já para o próximo ano para pubs, clubes e casas de show. Pequenas empresas do setor de hospitalidade, lazer e varejo teriam o limite de pagamento de impostos elevado pela primeira vez desde 2017, com um mecanismo de transição para evitar salto abrupto.
O texto sugere financiamento por meio de taxação de grandes armazéns de empresas online, como a Amazon, além de impostos sobre proprietários de imóveis vazios em áreas de alta rua. A ideia é compensar as reduções sem ampliar drasticamente a carga tributária para empresas locais.
Burnham afirma que é necessário reconhecer falhas administrativas e que o Labour não tem valorizado suficientemente a contribuição das pequenas empresas para a economia local. Ele enfatiza a importância de preservar as ruas de alto movimento comercial e apoiar negócios familiares.
As propostas avançam além de um plano do Tesouro, anunciado em janeiro, que previa cortes de 15% para pubs na Inglaterra a partir de 1º de abril, com ajustes adicionais nos dois anos seguintes. A medida tem gerado debate no setor desde então.
Mesmo com o pacote, a associação UK Hospitality indicou que a maioria dos seus membros ainda espera pagar mais em impostos sobre negócios, citando impactos adicionais de um salário mínimo mais alto e de outras mudanças econômicas. A entidade também defende medidas como redução de IVA para hospitalidade.
Reação setorial
A entidade afirma que é pertinente reconhecer falhas do sistema atual, desde que políticas eficazes também considerem medidas complementares para o setor, como alívio tributário adicional. O debate acompanha a pressão por soluções que fortaleçam o comércio local.
Burnham busca retornar ao Parlamento em Westminster na byelection de 18 de junho, oportunidade em que pode concorrer à liderança do Labour contra Starmer. A própria agenda de campanha dele prioriza ações para a população da região de Greater Manchester.
Durante uma participação em programa de debate, Burnham confirmou a intenção de concorrer na eleição suplementar, sem oferecer comentários adicionais sobre possíveis concorrentes internos do partido. A imprensa local acompanha o desenrolar da disputa e a apresentação de propostas.
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