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Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros podem chegar a 37,5% com sobretaxa

Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros podem alcançar 37,5% com sobretaxa adicional, elevando custos e mantendo negociações abertas entre Brasil e Estados Unidos

Lula durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
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  • O governo dos EUA propõe tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, mais um adicional de 12,5%, o que pode elevar a sobretaxa total a 37,5%.
  • As medidas são resultado de investigações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos e miram práticas que, segundo o país, oneram o comércio.
  • Os canais de diálogo permanecem abertos e as negociações devem ocorrer separadamente, dentro de um prazo de 30 dias acordado entre Lula e Trump.
  • O tema foi discutido na OCDE, entre o ministro Mauro Vieira e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, com continuidade das comunicações.
  • O presidente Lula criticou o tratamento dos EUA, disse que pode buscar novos parceiros comerciais e reforçou a defesa da soberania e do PIX.

A possibilidade de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode elevar a carga tributária total a 37,5%, caso as medidas propostas entrem em vigor. O cálculo resulta da soma de uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras com uma sobretaxa adicional de 12,5%. O entendimento é compartilhado por órgãos do governo brasileiro, como Itamaraty, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

As propostas foram formuladas com base em investigações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A primeira linha aponta tarifas de 25% por alegações de práticas que oneram ou restringem o comércio americano. A segunda linha, ligada à fiscalização de trabalho forçado, prevê uma sobretaxa de 12,5% para 60 países, entre eles o Brasil.

A soma das duas medidas levaria ao teto de 37,5%, próximo dos cerca de 40% aplicados no ano anterior, caso implementadas. O tema foi discutido em encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o representante comercial americano Jamieson Greer, durante a reunião da OCDE na França.

Diálogo entre Brasil e EUA

Segundo interlocutores, Greer reiterou a abertura ao diálogo sobre tarifas, enquanto Vieira pediu maior dinâmica das negociações. As conversas seguem dentro do prazo de 30 dias acordado entre os presidentes Lula e Trump. Canal de comunicação permanece ativo entre os governos, apesar da tensão gerada pela divulgação das medidas.

Reação do governo e do presidente

O governo continua buscando alternativas de negociação, com a defesa da soberania e do PIX em evidência. Em pronunciamento, o presidente Lula condicionou novas ações a avanços nas tratativas e sinalizou a possibilidade de manter parcerias caso as negociações não avancem.

Contexto político e econômico

Auxiliares indicam que o diálogo pode permitir a revisão de uma ou ambas as propostas. A conclusão ainda depende de negociações técnicas entre as partes. A situação ocorre em meio a agenda eleitoral e a críticas políticas ao uso de instrumentos comerciais dos EUA.

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