- A Raízen obteve apoio informal da maioria dos credores para uma proposta final de reestruturação no âmbito da recuperação extrajudicial, segundo pessoas próximas ao assunto.
- O plano prevê três opções de pagamento aos credores, sendo a principal a conversão de quarenta e cinco por cento da dívida em ações e cinquenta e cinco por cento em nova dívida.
- A empresa propõe separar o negócio de processamento de cana-de-açúcar da unidade de distribuição de combustíveis, com implementação prevista até o fim de dois mil e vinte e sete.
- Um comitê de credores com cinco membros seria criado, e o diretor financeiro assumiria mais responsabilidades como diretor de reestruturação; o atual conselho pode permanecer até o primeiro trimestre do próximo ano.
- A Raízen tem até oito de junho para fechar um acordo; mais de setenta por cento dos credores devem apoiar o plano para ratificá-lo, paulatinamente acima da maioria simples.
A Raízen obteve apoio informal da maioria dos credores para uma proposta final de reestruturação dentro do seu processo de recuperação extrajudicial. A informação é de fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News. A empresa não comentou o tema.
Alguns detentores locais de títulos, incluindo CRAs, já aprovaram o plano em reuniões realizadas nesta quarta-feira. As negociações com credores offshore devem ocorrer nos próximos dias para a aprovação formal.
A meta é reduzir a dívida de 65 bilhões de reais. A Raízen enfrenta dificuldades depois de empréstimos vultosos para expansão e investimentos malsucedidos em etanol e aviação, combinados com o aumento das taxas de juros.
Plano de pagamento proposto prevê três opções, com a principal convertendo 45% da dívida em ações e 55% em nova dívida. Também se delineia a separação entre o processamento de cana e a distribuição de combustível até 2027.
Estrutura de gestão e mudanças
O documento sugere um comitê de credores com cinco membros. O diretor financeiro, Lorival Luz, assumiria mais responsabilidades na reestruturação. O atual conselho pode permanecer até o primeiro trimestre do próximo ano.
Rubens Ometto, chairman, ainda não comentou sobre a possível permanência no conselho após esse período, caso haja aporte de capital de US$ 500 milhões. A Raízen não respondeu oficialmente aos questionamentos.
Os títulos da empresa caíram significativamente nos últimos meses desde o início do processo de reestruturação, com desempenho fraco entre emissores de mercados emergentes. O objetivo é aprovar o plano até 8 de junho e seguir com as negociações.
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