- Segundo o estudo AI at Work do Boston Consulting Group, 74% dos trabalhadores de escritório sem função gerencial são usuários regulares de IA, alta em relação ao ano anterior.
- Mais de 40% desses usuários relatam economizar um dia inteiro de trabalho ou mais por semana com o uso de IA.
- No entanto, as empresas têm dificuldade em converter esse ganho de tempo em valor mensurável.
- O relatório aponta o “paradoxo da alegria”: quase metade passa mais tempo gerenciando a IA do que fazendo o próprio trabalho, mesmo com melhoria na satisfação para cerca de dois terços; 41% dizem que a carga cognitiva aumentou.
- A pesquisa, que ouvia quase 12 mil trabalhadores em 14 países, indica que 30% já têm agentes de IA integrados aos fluxos de trabalho e mais de 60% acreditam que esses agentes poderão fazer pelo menos metade do trabalho em três anos; uso acima da média ocorre na Índia, Brasil e África do Sul, enquanto EUA, França e Itália ficam atrás.
Funcionários de diversos setores costumam adotar ferramentas de inteligência artificial (IA) rapidamente, mas ainda não há consenso sobre o ganho real de produtividade. Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) aponta que o impacto varia conforme o cargo e o setor, gerando dúvidas sobre o retorno dos investimentos.
Segundo o AI at Work do BCG, 74% dos trabalhadores de escritório sem funções gerenciais se dizem usuários regulares de IA, um crescimento de 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Entre quem não ocupa chefia, a adesão é mais alta entre brasileiros, indianos e sul-africanos.
Mais de 40% dos usuários regulares relatam economizar um dia inteiro de trabalho ou mais por semana usando IA. Ainda assim, líderes ainda precisam aprender como converter esse tempo economizado em valor mensurável para a empresa, aponta o estudo.
Paradoxo da alegria no uso da IA
Quase metade dos respondentes afirma que passa mais tempo gerenciando a IA do que executando suas tarefas. Enquanto dois terços relatam melhora na satisfação no trabalho, cerca de 41% indicam aumento da carga cognitiva, revelando o que os autores chamaram de paradoxo: a IA facilita o trabalho, mas o torna mais exigente.
O estudo envolveu quase 12 mil trabalhadores em 14 países e regiões, avaliando adoção, expectativas e transformação organizacional. Além disso, 30% já integram agentes de IA aos fluxos de trabalho, crescimento acima do dobro observado no ano anterior.
Mais da metade dos participantes acredita que agentes de IA poderão fazer pelo menos metade de suas atividades em três anos. Em relação à distribuição geográfica, a Índia, o Brasil e a África do Sul apresentam uso acima da média global entre trabalhadores sem gestão; EUA, França e Itália ficam mais atrás.
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