- A produção industrial brasileira subiu 0,7% em abril na comparação com março e aumentou 2,7% frente a abril de 2025, segundo o IBGE.
- O dado veio acima das expectativas de analistas, que previam alta de 0,4% mensal e 1,7% anual.
- Mesmo assim, a indústria está 12,9% abaixo do pico histórico de maio de 2011.
- No primeiro trimestre, o setor registrou alta de 1,0% em relação aos três meses anteriores, adotando o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2023.
- Entre os ramos, 14 de 25 avançaram em abril, com maior aporte das indústrias extrativas e de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com 3,1% de aumento.
O IBGE informou que a produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril ante março e 2,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O desempenho marca o quarto mês de alta consecutiva e o segundo trimestre iniciando acima do esperado.
Apesar do crescimento mensal, a indústria permanece 12,9% abaixo do pico histórico de maio de 2011. O segundo trimestre de 2026 começa com impulso moderado, em meio a juros elevados e um cenário de recuperação gradual.
O levantamento aponta que 14 dos 25 ramos pesquisados registraram aumento na produção em abril. As principais altas ocorreram nos setores extrativos e em coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, ambas com avanço de 3,1%.
Segundo o gerente de pesquisa do IBGE, André Macedo, o desempenho dos extrativos foi puxado por óleos brutos de petróleo, gás natural e minerais de ferro, enquanto os derivados do petróleo contribuíram pela demanda por álcool e óleo diesel.
Entre as categorias econômicas, bens intermediários registraram alta de 1,5% e bens de capital cresceram 0,1%. Já bens de consumo, tanto semi/componente quanto seguros, caíram, com quedas de 0,2% e 3,2%, respectivamente.
Os dados reforçam a leitura de continuidade da recuperação industrial após o recuo do final de 2025, ainda sob efeito de juros altos e incertezas externas. O comportamento também coincide com a melhora gradual do mercado de trabalho.
Olhando o cenário, analistas destacam que o viés é de recuperação lenta, com impactos também da inflação e da variabilidade do petróleo. O IBGE não detalha previsões, mantendo o foco nos números de abril.
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